Ex-jogador acusado de espancar mulher no elevador afirma que apanhou de policiais na cadeia

Ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, preso por agredir brutalmente a namorada em Natal, afirma ter sido agredido por policiais penais e ouvido frases como “você chegou ao inferno” e “se mate” após ser transferido para presídio na Grande Natal.

O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, preso após ser flagrado agredindo violentamente a namorada dentro de um elevador em Natal (RN), registrou uma nova ocorrência na noite da última sexta-feira (2). Ele afirma ter sido espancado por policiais penais após ser transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Segundo o depoimento prestado por Igor na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, os agentes penitenciários o agrediram e teriam dito que ele havia “chegado no inferno”, além de o aconselharem a “se matar”. A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) confirmou que tomou providências imediatas ao tomar conhecimento das acusações.

Investigação aberta após denúncia de tortura

A Seap afirmou, em nota, que a Coordenadoria da Administração Penitenciária e a Ouvidoria do Sistema Penitenciário foram até a unidade para apurar os fatos. O ex-jogador passou por exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia e o caso está sendo investigado pelas autoridades competentes.

Igor estava detido no centro de triagem da Seap desde que foi preso em flagrante no último fim de semana. Após audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva e foi transferido para o novo presídio nesta sexta.

Vítima passou por cirurgia após agressão brutal

A mulher espancada por Igor sofreu mais de 60 socos, de acordo com imagens divulgadas do circuito interno do condomínio. Ela teve o rosto e o maxilar fraturados, e passou por uma cirurgia reconstrutiva no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), que informou que o objetivo do procedimento foi restaurar a forma e a função da face da vítima.

Incapaz de falar após as agressões, a vítima relatou em um bilhete entregue aos policiais que Igor disse que a mataria. “Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar”, escreveu.

Como denunciar violência contra a mulher

Casos de violência doméstica podem ser denunciados por meio dos seguintes canais:

  • Polícia Militar: 190 (emergências)
  • Polícia Civil: 181 (denúncias anônimas)
  • Central de Atendimento à Mulher: 180 (apoio, orientação e encaminhamento)

Esses serviços funcionam 24 horas por dia, com atendimento gratuito e sigiloso.

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