Ex-dono da Reag fecha acordo de delação com a PGR no caso Master e entrega 20 bilhões de Vorcaro

O empresário João Carlos Mansur firmou colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República; documentos agora estão sob análise do ministro André Mendonça, do STF

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O ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações sobre o caso Master.

Os anexos apresentados pela defesa foram encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria dos processos relacionados ao caso na Corte.

Mendonça deverá realizar uma audiência com Mansur para verificar se a decisão de colaborar com as autoridades ocorreu de forma voluntária e sem qualquer tipo de coação. Depois dessa etapa, caberá ao ministro decidir se homologa ou não o acordo.

Colaboração mira esquema do Banco Master

A colaboração de Mansur é a primeira firmada dentro dos inquéritos que investigam suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O empresário comandava a Reag quando a gestora participou da estruturação de fundos apontados nas apurações.

Um dos principais alvos das informações fornecidas pelo ex-dirigente seria Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso e também busca negociar um acordo de delação com as autoridades.

Segundo as informações apuradas, os procuradores avaliaram que Mansur apresentou elementos considerados inéditos para as investigações. Em contrapartida pela colaboração, ele deverá receber benefícios na esfera penal, conforme os termos que ainda dependem de homologação.

Empresário afirma saber localização de ativos

De acordo com informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, Mansur teria afirmado possuir informações sobre a localização de cerca de R$ 20 bilhões ligados a Vorcaro no Brasil.

O montante, segundo o relato, não estaria concentrado apenas em dinheiro. Parte dos recursos seria composta por direitos creditórios, imóveis e outros ativos que teriam sido colocados em nome de terceiros ou estruturados por meio de fundos.

A defesa de Mansur optou por negociar diretamente com a PGR, sem a participação da Polícia Federal. Um acordo de confidencialidade chegou a ser assinado inicialmente com a corporação, mas as tratativas não avançaram.

A PGR e a defesa do empresário não se manifestaram sobre os detalhes da colaboração. O conteúdo dos depoimentos e dos anexos deverá permanecer sob sigilo enquanto o ministro André Mendonça analisa o pedido de homologação.

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