Ex-chacrete Lia Hollywood morre depois de um mês internada por conta do ataque de pitbull do filho

Morte de Lia Hollywood após ataque do pitbull do filho reacende debate sobre agressividade, negligência e histórico de incidentes envolvendo o animal

A ex-chacrete Neulizete de Souza Ferraz, conhecida nacionalmente como Lia Hollywood, de 66 anos, morreu nesta sexta-feira após mais de um mês internada em estado gravíssimo, segundo informações divulgadas pelo G1. Ela não resistiu aos ferimentos causados pelo pitbull do próprio filho, que a atacou dentro de casa, na Praia do Sudoeste, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

Ataque violento e histórico de incidentes

O ataque ocorreu há mais de um mês, mas a gravidade das lesões fez com que Lia permanecesse internada no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama. Familiares relataram que o pitbull já havia atacado outras pessoas e que algumas vítimas chegaram a obter medidas protetivas contra o dono do animal.

Lia sofreu ferimentos extensos nos braços, pernas e rosto, incluindo fraturas expostas. A situação se agravou ainda mais quando ela precisou amputar o braço direito para tentar conter infecções decorrentes das mordidas.

Internação prolongada e morte após paradas cardíacas

Inicialmente atendida no Pronto-Socorro de São Pedro da Aldeia, ela foi transferida para Araruama devido ao quadro crítico. Nesta sexta, após piora súbita, Lia foi entubada e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias — a primeira durando cerca de nove minutos. A artista não resistiu.

O corpo será velado e sepultado neste domingo, no Cemitério Jardim Park da Saudade, em São Pedro da Aldeia.

Memória da artista e investigação tardia

Lia Hollywood marcou época como uma das dançarinas e assistentes de palco do apresentador Chacrinha, nas décadas de 1970 e 1980, ao lado de nomes icônicos como Rita Cadillac e Índia Potira. Seu nome artístico homenageava Lia Torá, pioneira brasileira em Hollywood no fim dos anos 1920.

Apesar de o ataque ter ocorrido semanas atrás, a Polícia Civil só abriu investigação após a morte. O caso foi registrado na 118ª DP (Araruama) e encaminhado para a 125ª DP (São Pedro da Aldeia). Até o momento, a corporação não informou qual crime será atribuído ao responsável pelo animal. A Polícia Militar também não esclareceu se chegou a ser acionada no dia do ataque.

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