O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ficou em silêncio durante o depoimento à Polícia Federal no inquérito sobre a suposta fraude no cartão de vacinação. Ele deixou a sede da corporação pouco depois das 15h.
Na oitiva, Cid seria questionado sobre a inserção de informações fraudadas acerca de sua imunização, de sua mulher Gabriela Santiago Ribeiro Cid, das três filhas do casal, além de Bolsonaro e de sua filha Laura. As investigações apontaram que o oficial teria emitido os respectivos certificados e os utilizado para, por exemplo, embarcar com a família para destinos internacionais, como os Estados Unidos.
O ex-ajudante de ordens também seria questionado sobre a inserção de dados falsos nos cartões de vacinação de Bolsonaro e Laura. O inquérito aponta que um perfil associado aos dados do ex-presidente foi conectado ao aplicativo ConecteSUS por pelo menos quatro vezes desde dezembro do ano passado – a última delas às 8h15 de 14 de março. Segundo os investigadores, até 22 daquele mês, a conta era administrada pelo ex-ajudante de ordens.
Os investigadores também deveriam perguntar a Cid sobre os conteúdos extraídos de seu telefone celular que revelam suposto planejamento e tentativa de golpe de estado. O ex-ajudante de ordens também seria questionado sobre a origem de U$ 35 mil e R$ 16 mil em espécie encontrados em sua casa e ainda uma remessa de dinheiro para fora do país.
Com informções do GLOBO.





