Apesar da troca recente de ameaças, Estados Unidos e Irã deram sinais de que pretendem retomar as negociações diplomáticas no Paquistão. A expectativa é que delegações dos dois países se encontrem em Islamabad nos próximos dias.
Segundo a Casa Branca, o vice-presidente J.D. Vance deve chegar à capital paquistanesa nesta terça-feira (21). Pelo lado iraniano, autoridades indicaram a possível presença de Mohammad Qalibaf.
Apesar da sinalização de diálogo, o cenário segue instável. O presidente Donald Trump afirmou que a atual trégua entre os países é válida apenas até quarta-feira (22) e classificou como “altamente improvável” sua extensão sem um acordo.
Já o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que a continuidade do conflito “não beneficia ninguém”, mas ressaltou a existência de uma “profunda desconfiança histórica” nas negociações.
‘Tom cauteloso’
Nos bastidores, autoridades iranianas indicam disposição para retomar o diálogo, enquanto publicamente adotam um tom cauteloso. O porta-voz da chancelaria, Esmail Baghaei, evitou confirmar a participação do país e minimizou a movimentação americana.
A tensão também se reflete no Estreito de Ormuz, área estratégica para o comércio global de petróleo e gás. O bloqueio imposto pelos EUA a portos iranianos e confrontos recentes no local elevaram os preços dos combustíveis e aumentaram o risco de escalada.
No domingo (19), um destróier americano interceptou um cargueiro iraniano que tentava romper o bloqueio, ação classificada pelo Irã como “pirataria”. Segundo a Marinha dos EUA, 27 embarcações já foram impedidas de entrar ou sair de portos iranianos desde o início da operação.
Segurança ampliada
Autoridades paquistanesas afirmaram que estão preparadas para receber a nova rodada de negociações, com forte esquema de segurança. O encontro deve ocorrer no Hotel Serena, que foi esvaziado para sediar as tratativas, sob vigilância reforçada de milhares de agentes.
O avanço das conversas ainda é incerto, mas a retomada do diálogo é vista como tentativa de evitar uma escalada maior no conflito.






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