EUA cancelam visto de ex-ministro do TSE que tornou Bolsonaro inelegível

Benedito Gonçalves foi relator da ação contra ex-presidente; juízes auxiliares de Moraes também foram alvos de sanções

O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves teve seu visto de entrada nos Estados Unidos cancelado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela agência Reuters.

Gonçalves foi o relator dos processos que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico, decisão que o afastou das urnas por oito anos.

Além do ex-ministro, os EUA também revogaram os vistos das seguintes autoridades:

  • José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
  • Airton Vieira, juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF)
  • Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral; e
  • Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes.

Pressão política e efeitos no Brasil

O cancelamento do visto de Benedito Gonçalves soma-se a uma série de sanções adotadas por Washington contra autoridades brasileiras. Segundo os EUA, tais ações buscam atingir redes de influência e financiamento consideradas problemáticas, em linha com a aplicação da chamada Lei Magnitsky — legislação que prevê punições contra pessoas acusadas de corrupção e violações de direitos humanos.

Nesta segunda-feira, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, também foi alvo da mesma política, assim como o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada à família do magistrado. No caso, o governo americano afirmou que o objetivo seria enfraquecer uma suposta “rede de apoio financeiro” a Moraes.

Reações e novos alvos

Outro atingido pela medida foi o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Ele classificou a revogação de seu visto como “uma agressão injusta” e reafirmou seu compromisso com a defesa da independência do sistema de justiça brasileiro.

O endurecimento das ações por parte dos EUA gerou apreensão entre autoridades e reforçou a percepção de que Washington pretende ampliar a pressão diplomática sobre o Brasil em meio às tensões políticas internas

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