EUA autorizam Padilha a ir à ONU, mas limitam deslocamentos em Nova York

Ministro da Saúde poderá circular apenas em área restrita próxima ao hotel e à sede das Nações Unidas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu visto para participar da Assembleia-Geral da ONU, mas os Estados Unidos impuseram restrições à sua circulação em Nova York. Ele e seus familiares só poderão se deslocar em um raio de cinco quarteirões do hotel onde estão hospedados, além do trajeto até a sede da ONU, a missão diplomática brasileira e a residência do embaixador do Brasil. O Itamaraty já foi informado da medida.

Sanções ligadas ao Mais Médicos
No mês passado, o governo Trump havia revogado o visto de Padilha, de sua esposa e de sua filha, alegando que a participação do ministro na criação do programa Mais Médicos, durante a gestão Dilma Rousseff, justificava a medida. Na ocasião, ele afirmou não se importar com a decisão, declarando que não tinha interesse em viajar aos EUA.

Agenda internacional do ministro
Com a concessão do novo visto, Padilha poderá comparecer a compromissos oficiais. A primeira agenda será a reunião da Organização Pan-Americana de Saúde, no fim do mês, em Washington. Depois, seguirá para a Assembleia-Geral da ONU, onde participará de um encontro sobre doenças crônicas.

Tratado internacional e exceções
Desde 1947, um acordo obriga os EUA a conceder entrada a representantes de países que participem de atividades da ONU. No entanto, Washington impõe restrições semelhantes a delegações de nações sob sanções, como Irã, Venezuela e Coreia do Norte, cujos representantes só podem circular por áreas delimitadas em Manhattan.

Tensões diplomáticas entre Brasil e EUA
As medidas refletem o desgaste nas relações entre os dois países. O governo Trump já aplicou tarifas adicionais contra o Brasil, suspendeu vistos de ministros e impôs sanções financeiras ao ministro do STF Alexandre de Moraes, utilizando a política de imigração como instrumento de pressão. Outros integrantes do governo brasileiro, como Fernando Haddad e Ricardo Lewandowski, também receberam vistos restritos para compromissos oficiais.

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