Um acordo celebrado no fim da tarde de sábado por professores de Direito, a procuradoria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) advogados da OAB e vereadores permitiu que os estudantes que ocuparam a reitoria na sexta-feira (26) permaneçam no local pelo menos até às 18h desta segunda-feira. Nesse horário, está marcada uma nova reunião. Os estudantes protestam contra os novos critérios para obtenção de bolsas e auxílios da assistência estudantil da instituição.
— Nós também concordamos que eles possam entrar e sair do prédio sem restrições. Mas ressalto que para a Universidade poder funcionar normalmente e inclusive programar pagamentos, é preciso permitir que os funcionários da reitoria possam trabalhar normalmente na segunda-feira — explicou a reitora Gulnar Azevedo.
Na ocupação, segundo a direção da universidade, os estudantes praticaram uma série de depredações do patrimônio público, com pichações e destruição de móveis. Câmeras de segurança também foram inutilizadas e computadores teriam sumido. Na conversa de sábado, que teve a participação dos vereadores Édson Santos (PT) e Luciana Boiteaux (PSOL) estudantes também pediram que ninguém seja punido pelos atos de vandalismo:
— Esse ponto será difícil de atender. Houve efetivo dano ao patrimônio público — disse a reitora.
Entenda o caso
Os cortes ocorreram por mudanças no critério para que estudantes de ampla concorrência em vulnerabilidade social consigam a Bolsa Auxílio Vulnerabilidade Social (Bavs), além da restrição do pagamento do auxílio alimentação para estudantes de cursos que fiquem em campi que não tenham restaurante universitário e mudanças no auxílio para material didático, antes pago a cada seis meses, para um pagamento anual de R$ 600.
As Bavs foram distribuídas entre 2.589 estudantes que, apesar de serem de baixa renda, não entraram no regime de cotas. Essas bolsas foram regulamentadas por uma gestão anterior da Uerj, durante a pandemia da Covid-19, em 2022. A universidade precisou fazer ajustes no orçamento por conta das restrições financeiras do estado, em regime de recuperação fiscal, e por isso reduziu as verbas de custeio da instituição.
Com informações do GLOBO.
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