Estudante carioca é selecionado para comitê ambiental da ONU em evento na Sorbonne

Adolescente da Rio International School representará o Canadá em simulação diplomática com participantes de vários países

Um estudante carioca de 17 anos foi selecionado para participar de uma simulação acadêmica das Nações Unidas que será realizada na Sorbonne Université, em Paris, na França.

O jovem Alessandro Mannarino, aluno do 2º ano do Ensino Médio da Rio International School (RIS), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, integrará o comitê do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).

Durante o evento, ele representará o Canadá em debates diplomáticos voltados para temas como crise climática e degradação ambiental.

A iniciativa reúne estudantes de diversos países considerados de alto potencial acadêmico para participar de simulações diplomáticas conduzidas em inglês. Nos encontros, os participantes discutem desafios globais contemporâneos e elaboram propostas e documentos diplomáticos semelhantes aos produzidos em organismos internacionais.

Primeiros passos nas simulações da ONU

Alessandro conta que o interesse por relações internacionais surgiu ainda na infância, mas ganhou força após sua primeira experiência em uma simulação da ONU.

Ele afirma que teve contato com esse tipo de atividade em 2024, quando participou de um evento na Harvard University. A experiência despertou seu interesse e o levou a aprofundar os estudos para participar de processos seletivos mais competitivos.

O estudante relata que ficou surpreso ao receber a confirmação de que participaria da simulação na Sorbonne e destaca a responsabilidade de representar um país nos debates.

Segundo ele, a experiência também abre caminho para que outros estudantes busquem oportunidades semelhantes.

Como funciona o processo seletivo

A seleção para as principais simulações acadêmicas internacionais ocorre por meio de um processo de application, que inclui análise de currículo e produção de redação temática.

Após a aprovação, os estudantes recebem a designação do país que irão representar e do comitê em que atuarão. A partir desse momento, precisam estudar as posições diplomáticas oficiais do país designado e se preparar para negociar propostas e elaborar documentos durante os debates.

Alessandro explica que cada simulação exige preparação intensa, estudo constante e capacidade de diálogo entre os participantes.

Ele afirma que participar dessas atividades funciona como uma preparação prática para quem pretende seguir carreira em organizações internacionais ou na diplomacia.

Formação com perspectiva global

Para a Rio International School, a seleção do estudante reforça a importância de iniciativas acadêmicas voltadas à formação internacional de jovens.

O professor de História da instituição, Jhan Lima, destacou que a aprovação de Alessandro reflete dedicação acadêmica e maturidade intelectual.

Ele afirma que o entusiasmo do estudante contribui para um ambiente colaborativo dentro da escola e que a participação na simulação da ONU na Sorbonne pode inspirar outros alunos a buscar metas ambiciosas e oportunidades internacionais.

Segundo o professor, experiências desse tipo demonstram que estudantes brasileiros podem ocupar espaços globais quando contam com preparação, disciplina e propósito.

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