O Banco Central levou em conta os aumentos recordes da inflação e esforço do governo para romper o teto de gastos para fazer ontem, na reunião do Copom, o maior aumento da taxa de juros desde 2002. A Selic subiu de 6,25% para 7,75%.
O recorde de percentual de aumento dos juros tinha sido no governo FHC, no an que antecedeu a posse de Lula na presidência.
O movimento de 1,5 ponto percentual (p.p) veio em linha com o que o mercado esperava após a decisão do governo de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos, que foi vista como uma mudança no regime fiscal. Além disso, a prévia da inflação de outubro veio acima do esperado e pressionou os juros.
Com essa alta, o objetivo do BC é manter a inflação de 2022 na meta de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 p.p para cima ou para baixo. Depois da semana passada, as projeções do mercado subiram para 4,40%, contra expectativa anterior de 4,18%, segundo o relatório Focus.
A decisão do Banco Central levou os juros para o mesmo patamar de quando o ex-presidente Michel Temer estava no poder.
A inflação dos últimos 12 meses já passa de 10%, mais do que o dobro do limite da meta, o que indica uma situação econômica difícil no ano eleitoral, quando Bolsonaro tentará a reeleição.






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