O senador Flávio Bolsonaro voltou a pedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar após ele ser internado nesta sexta-feira (13) no Hospital DF Star. Segundo o parlamentar, o estado de saúde do pai exige cuidados permanentes e acompanhamento familiar.
Bolsonaro foi levado ao hospital depois de passar mal na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, o ex-presidente apresentou vômitos, calafrios e dificuldade para respirar antes de ser encaminhado à unidade médica por volta das 9h.
Internação considerada a mais grave
Após visitar o pai no hospital, Flávio afirmou a jornalistas que os médicos classificaram o episódio como a internação mais grave desde que Bolsonaro começou a enfrentar problemas de saúde relacionados ao sistema digestivo e respiratório.
“Foi a pior internação com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão dele”, afirmou o senador. Segundo ele, os médicos identificaram uma broncoaspiração — situação em que conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões.
De acordo com o parlamentar, a equipe médica ficou preocupada com o volume de líquido encontrado nos pulmões do ex-presidente.
“Nunca o pulmão dele chegou aqui tão cheio de líquido, que veio da broncoaspiração. Isso é perigosíssimo e pode evoluir para uma grande infecção”, disse.
Tratamento com antibióticos e fisioterapia
Ainda segundo Flávio Bolsonaro, o ex-presidente está sendo tratado com antibióticos e acompanhado por fisioterapeutas do hospital. O senador relatou também que Bolsonaro apresentou dificuldades em testes de equilíbrio realizados pela equipe médica, possivelmente em razão dos medicamentos administrados.
O quadro clínico reacendeu o debate sobre as condições de cumprimento da pena do ex-presidente. Flávio voltou a defender que o pai seja autorizado a cumprir a condenação em casa.
Defesa de prisão domiciliar humanitária
Para o senador, a situação de saúde justificaria a concessão de uma prisão domiciliar por motivos humanitários.
“O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária, em casa, onde possa ter cuidado permanente da família e assistência técnica”, declarou. “Estão brincando com a vida do meu pai”.
Bolsonaro cumpre pena após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão no processo que investigou a trama golpista. A condenação incluiu crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado com violência e deterioração de patrimônio tombado.
Até o momento, não houve manifestação oficial do STF sobre eventual pedido de mudança no regime de cumprimento da pena.






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