Estado do Rio poderá ter museus da Memória e Verdade em centros de tortura da ditadura

Projetos de Lei da Deputada Dani Balbi querem transformar a antiga sede do DOPS, no Rio, e a “Casa da Morte”, em Petrópolis, em espaços de resistência.

Nos 61 anos do golpe militar no Brasil, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) começou a analisar dois projetos de lei que pretendem resgatar a memória dos anos de chumbo no país.

Os textos, de autoria da deputada Dani Balbi (PCdoB), propõem a criação de Museus da Memória e da Verdade em locais que foram marcados pela repressão e tortura durante o regime.

Um dos projetos prevê a transformação da antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), na Rua do Lavradio, no Centro do Rio de Janeiro, em um museu. O DOPS foi um dos principais centros de repressão política durante a ditadura, palco de perseguições e prisões de militantes e opositores ao regime.

O outro projeto propõe a criação de um museu na chamada “Casa da Morte”, em Petrópolis, na Região Serrana. O local foi um dos mais sombrios aparelhos de tortura do governo militar, onde diversas pessoas foram mortos e desapareceram sem deixar vestígios.

A criação dos museus é vista como um passo fundamental para garantir o direito à memória, à verdade e à justiça, preservando a história para que os erros do passado não se repitam.

A deputada reforça que os museus não só darão visibilidade às violações cometidas pelo regime, como também servirão para educar e conscientizar as novas gerações sobre o período mais sombrio da história política brasileira.

“A construção da memória é essencial para que possamos fortalecer a democracia e garantir que atrocidades como essas jamais voltem a acontecer”, afirmou Balbi.

Casa da Morte: investigações indicaram que o local funcionou como centro de tortura entre 1971 e 1979).

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