O projeto de lei do vereador Dr. Rogério Amorim (PL), que torna obrigatória a exposição de cartazes, na rede municipal de saúde, sobre os danos provocados pelo abordo, apesar da tentativa da esquerda de adiamento da votação. A matéria foi aprovada, no plenário, mas volta à segunda discussão na próxima quinta-feira (15), podendo ser votado em definitivo.
Enquanto Amorim iniciou o expediente, justificando a posição contrária ao aborto, com menção à Nossa Senhora de Fátima, santa da Igreja Católica celebrada hoje, 13 de maio, a líder do Psol, Thais Ferreira criticou o parlamentar, que antes falou sobre luta do bem contra o mal.
“Lutar pelo bem é defender uma criança de 10 anos que não deve ser mãe. Lutar pelo bem é lutar por mulheres”, rebateu a vereadora, chamando o projeto de “fake news do aborto” e garantiu que será derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Maíra do MST (PT) também se posicionou contra o projeto, alegando constrangimento pela informação de que a criança viraria “Lixo Hospitalar”. Maíra solicitou um minuto de silêncio em homenagem póstuma ao ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. O país vizinho foi um dos primeiros a legalizar o aborto na América Latina.
O silêncio obsequioso foi quebrado com oração do Pai Nosso entoada pelos adeptos de Rogério Amorim, contrários ao aborto.
Leniel Borel (PP) comparou o aborto ao filho assassinado, Henry Borel, que foi espancado até perder a vida pelo ex-vereador Dr. Jairinho. “Crianças descartadas no lixo e tem direito à vida”, relatou o vereador.
Os deputados Chris Tonietto e Marcio Gualberto, ambos do PL, participaram da sessão. Já Mônica Benício (Psol) participou remotamente e falou ao final, dizendo que o cartaz traz uso da fé para espalhar pânico em geral em mulheres. Na discussão anterior, Mônica chegou a levar a Bíblia que pertencia à mulher, a vereadora Marielle Franco, e a Constituição Federal, como reforço sobre os argumentos de que o Estado é laico.





