O deputado estadual Douglas Ruas defendeu nesta quarta-feira (27) uma ampla expansão das escolas cívico-militares no estado do Rio de Janeiro. Durante agenda na Região Médio Paraíba, o parlamentar afirmou que pretende incluir em seu plano de governo a meta de implantar 200 novas unidades em quatro anos.
A proposta foi apresentada durante um encontro com representantes da cadeia produtiva fluminense, em que Douglas Ruas discutiu projetos voltados ao desenvolvimento econômico e social do estado. Segundo o deputado, a educação será uma das prioridades centrais para o futuro do Rio.
Meta para o estado
Atualmente, a rede pública estadual possui 17 escolas funcionando no modelo cívico-militar. Duas dessas unidades estão localizadas em São Gonçalo, cidade natal de Douglas Ruas, e foram implantadas por articulação do atual prefeito Capitão Nelson ainda durante seu mandato como deputado estadual.
Ao defender a ampliação do modelo, Douglas Ruas afirmou que pretende discutir a proposta com pais, professores e profissionais da educação antes da implementação.
“Vamos contemplar no nosso plano de governo uma grande expansão das escolas cívico-militares, para que o Estado do Rio possa alcançar pelo menos 200 unidades em quatro anos. Queremos apresentar essa proposta à comunidade escolar, pais, professores e profissionais da educação e, com a aprovação da população, implementar um modelo que tem sido referência em disciplina, organização e valorização do ambiente escolar”, declarou.
Educação como prioridade
Segundo o parlamentar, o modelo cívico-militar contribui para fortalecer a disciplina, o respeito aos professores e a organização das unidades escolares.
Douglas Ruas também afirmou que os indicadores educacionais do estado exigem mudanças estruturais na política pública de ensino.
“O Rio de Janeiro precisa voltar a investir em educação de qualidade. Hoje, infelizmente, o estado ocupa posições preocupantes nos indicadores educacionais. Precisamos mudar essa realidade”, afirmou.
Debate sobre modelo
As escolas cívico-militares funcionam com gestão compartilhada entre profissionais da educação e militares da reserva ou da ativa, que atuam principalmente em áreas de disciplina e organização administrativa.
O modelo tem sido adotado em diferentes estados brasileiros e frequentemente gera debates sobre impactos pedagógicos, disciplina escolar e gestão educacional.






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