Escola expulsa alunos que espancaram professor na Taquara; polícia investiga

Estudantes atacaram docente após marcação de falta em torneio escolar; Polícia Civil abriu investigação e intimou os jovens envolvidos

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O Colégio Ícone, localizado no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, decidiu expulsar os estudantes envolvidos na agressão contra um professor de Educação Física ocorrida na última terça-feira. A deliberação foi confirmada pelo Conselho Geral da instituição após o término do processo de apuração interna sobre o episódio. Inicialmente, os adolescentes haviam sido apenas suspensos das atividades escolares.

A agressão ocorreu durante uma partida do torneio Interclasses da unidade Taquara 2. De acordo com testemunhas e imagens que circularam na internet, os alunos se revoltaram após o docente, que atuava como árbitro do jogo de futebol, marcar uma falta. Em seguida, o grupo cercou e encurralou o profissional em um dos cantos do pátio para iniciar os ataques físicos. Um funcionário do colégio tentou intervir na confusão para conter as agressões, mas não obteve sucesso.

Investigação policial e depoimentos previstos

A direção da escola informou que analisou detalhadamente imagens de segurança, relatos e depoimentos de profissionais e alunos para avaliar individualmente o grau de participação de cada jovem no ataque. Paralelamente às sanções disciplinares aplicadas pela instituição, o caso foi formalmente registrado na 32ª DP (Taquara). A delegada titular, Isabela Penna, informou que as intimações oficiais já foram expedidas para que os adolescentes prestem depoimento nas autoridades policiais.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro trabalha na apuração completa dos fatos. O Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) também acompanham a situação, que corre em segredo de justiça por envolver menores de idade. Por ser classificado como ato infracional correspondente a crime, a apuração pode resultar em medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), variando desde advertência e prestação de serviços comunitários até internação.

Apoio ao docente e ações educativas no colégio

Agressões registradas em vídeo por outros estudantes e compartilhadas nas redes sociais geraram forte comoção na comunidade escolar. Diversos pais e ex-alunos manifestaram solidariedade ao professor, que sofreu abalo emocional e ferimentos físicos. O docente segue afastado das suas funções acadêmicas, recebendo suporte psicológico e institucional continuo fornecido pelo colégio até que apresente condições de retornar ao trabalho.

Além do desligamento dos agressores, o Colégio Ícone anunciou que promoverá uma série de ações educativas com toda a comunidade escolar, abordando temas centrais como respeito mútuo, responsabilidade e empatia. A instituição ressaltou que continua colaborando com todos os órgãos públicos e autoridades envolvidas no acompanhamento do caso.

Íntegra da nota oficial da escola:

“Nos últimos dias, o Ícone Colégio e Curso vem conduzindo, com seriedade e responsabilidade, a apuração do episódio ocorrido durante as atividades do interclasse da unidade Taquara 2.

O Conselho Geral da instituição reuniu-se para analisar os fatos a partir das imagens disponíveis, relatos e oitivas dos alunos e profissionais envolvidos. Desde o primeiro momento, foram adotadas medidas para preservar a comunidade escolar, incluindo a suspensão das atividades do interclasse, a suspensão dos alunos diretamente envolvidos e o apoio e suporte ao professor, como medidas de resguardo diante do contexto ocorrido.

Concluída esta etapa de apuração e realizada a análise individualizada das condutas, o Conselho Geral deliberou pela não permanência na instituição dos alunos diretamente envolvidos no episódio, decisão comunicada às famílias pelo Conselho na data de 18 de setembro de 2026.

A instituição realizou, ainda, as comunicações cabíveis e vem colaborando integralmente com o Conselho Tutelar e com os demais órgãos competentes que acompanham o caso.

O Colégio permanece prestando todo o suporte necessário ao professor de Educação Física, de modo a garantir sua integridade e sua saúde emocional, a fim de que, em tempo oportuno, tenha condições de retomar plenamente suas atividades profissionais em nossa instituição.

Em nossa rede social, a restrição dos comentários tem como finalidade evitar mais exposição indevida dos envolvidos, a circulação de acusações não verificadas e a escalada de manifestações hostis. A medida foi adotada em observância ao dever institucional de proteção a toda comunidade escolar.

Além das providências relacionadas diretamente ao episódio, a escola continuará desenvolvendo ações de conscientização junto à comunidade escolar, reforçando nossos valores, como respeito, responsabilidade, empatia, senso de coletividade, humanização, convivência e cuidado com o próximo.”

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