A crise de segurança no Equador se agravou e vem provocando situações dramáticas nas prisões do país. Presidiários de cartéis e grupos criminosos mantêm 178 agentes penitenciários reféns nas cadeias, segundo um relatório do governo divulgado nesta quinta-feira (11).
A manutenção dos reféns é uma reação à caçada policial a Adolfo Macías, o Fito, líder da facção Los Choneros, que escapou da prisão no domingo (7).
Só nessa quarta-feira (10), 39 funcionários foram capturados pelos bandidos nas prisões. Os bandidos atiram e explodem bombas para impedir a entrada de forças especiais nos presídios.
O Equador vive desde domingo uma onda de violência que já deixou 16 mortos. Cidades como a capital, Quito, e Guayaquil, registraram explosões, tiroteios, carros queimados e sequestros de civis, entre eles o brasileiro Thiago Allan Freitas, de 38 anos, que vive no país.
A crise de segurança que atinge o país começou após a fuga de Fito, que cumpria uma pena de 34 anos.
O presidente, Daniel Noboa, declarou estado de exceção e colocou o Exército nas ruas para lutar contra facções e cartéis.
O caos tomou novas proporções na terça-feira (9), quando uma universidade em Guaiaquil e uma emissora de TV local foram invadidas por homens armados com revólveres e bombas.
A crise faz parte de uma onda de violência que vem tomando conta do país desde agosto de 2023, quando a eleição presidencial que deveria ocorrer apenas em 2025 foi antecipada após a dissolução da Assembleia Nacional. Às vésperas da votação, Fernando Villavicencio, um dos candidatos à presidência, foi morto a tiros ao sair de um comício.
Com informações do g1





