O ex-embaixador britânico nos Estados Unidos Peter Mandelson foi preso no Reino Unido nesta segunda-feira (23), segundo informações divulgadas pelo jornal The Times. O diplomata, ligado ao Partido Trabalhista, é investigado por possíveis conexões com o financista Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual e tráfico de menores.
De acordo com documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos EUA no último ano, Mandelson teria recebido recursos de Epstein em troca de acesso a informações sigilosas do governo britânico. As suspeitas se inserem em um conjunto mais amplo de investigações internacionais sobre a rede de relacionamentos do empresário e o eventual uso de influência política.
Disputa judicial sobre o espólio
As revelações surgem em meio a processos civis ligados ao espólio de Epstein. Uma ação movida em 2024 acusa dois antigos colaboradores do financista — o ex-advogado pessoal Darren Indyke e o contador Richard Kahn — de facilitar, participar e ocultar atividades ilegais do empresário por meio de serviços jurídicos e empresariais.
O acordo em negociação prevê indenização para pessoas que afirmam ter sido vítimas de abuso, exploração ou tráfico sexual entre 1995 e agosto de 2019, quando Epstein morreu na prisão enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos Estados Unidos.
Valores e possível redução do acordo
O montante previsto para compensação pode chegar a US$ 35 milhões, mas existe a possibilidade de redução para US$ 25 milhões caso o número de vítimas elegíveis seja inferior a 40. A decisão final dependerá da aprovação judicial, que poderá encerrar definitivamente a ação.
Mandelson já havia sido afastado do posto de embaixador britânico em Washington em setembro de 2025, após o avanço das investigações. A prisão marca uma nova fase do caso e tende a ampliar a pressão política sobre autoridades que mantiveram relações com Epstein ao longo dos anos.






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