Entenda por que a pesquisa Quaest representa uma pá de cal nas pretensões do PT de indicar o vice de Paes

Diferentemente de Jair Bolsonaro, que associado a Ramagem o faz saltar de 11% para 29% das intenções de voto, Lula sangra a posição de Paes, que cai de 51% para 47%.

RICARDO BRUNO

Se já eram reduzidas, agora são próximas de zero as chances de o PT indicar o vice de Eduardo Paes. A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira, mostra de modo inequívoco que, neste momento, a aproximação de Paes com o presidente Lula lhe retira votos ao invés de acrescentar.

Diferentemente de Jair Bolsonaro, que associado a Ramagem o faz saltar de 11% para 29% das intenções de voto, Lula sangra a posição de Paes, que cai de 51% para 47%.

A queda é pequena mas suficiente para mostrar que a cessão do vice ao PT, eleitoralmente, não acrescenta nada. Ou melhor, rouba potenciais simpatizantes do prefeito.

A participação de um petista na chapa consolidaria, aos olhos da opinião pública, mais do que o apoio; seria uma espécie de partilha de poder, o que neste momento não interessa a Eduardo Paes.

O dano eleitoral ao candidato do PSD, decorrente de uma associação mais direta com o presidente Lula, seria provocado especialmente no eleitorado evangélico, que, de acordo com o levantamento, apoia Paes. Neste universo, o prefeito tem 43% contra 14% de Ramagem. Este é o público mais sensível à aliança com Lula.

Com Lula fraco e Paes vitaminado, a negociação não deve prosperar.

Tudo o que o PL deseja é nacionalizar a campanha. Paes, ao contrário, deve restringir o debate à cidade, que conhece mais do que qualquer outro adversário.

Um político próximo a Paes admite que esse resultado representa uma pá de cal nas pretensões petistas.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading