Caio de Santis (correspondente em Brasília)
A campanha do psolista Tarcísio Motta à prefeitura do Rio já considera a possibilidade de não atrair o apoio da federação PT-PCdoB para a sua chapa e, com isso, ter que recorrer a uma formação “puro-sangue”. Nesse caso, o posto de vice de Tarcísio deve caber à deputada estadual Renata Souza, “herdeira” política de Marielle Franco, candidata à prefeitura pelo PSOL em 2020, e recordista de entre as mulheres para a Alerj nas últimas eleições, com mais de 174 mil votos. Mas, pelo menos por enquanto, o partido trata Renata como uma espécie de segunda opção, apesar do consenso de que ela seria boa puxadora de votos.
Até que o PT decida publicamente se caminhará com a campanha de Eduardo Paes à reeleição, apesar da possibilidade de não conseguir o vice, o PSOL se mantém em uma postura de tentar atrair petistas para uma chapa de esquerda, a exemplo da que será encabeçada por Guilherme Boulos em São Paulo. Tarcísio, nesta hipótese de conseguir amealhar o apoio dos petistas, tem a também deputada estadual Dani Balbi, do PCdoB, como seu nome favorito.
Mas, como a decisão final sobre o apoio do PT no Rio cabe ao presidente Lula, o PSOL opera em “stand by” e ainda não debateu abertamente o nome de um possível vice que não seja da federação PT-PCdoB. Outros partidos também se mostram simpáticos à empreitada de esquerda no Rio, como o PCB e a UP.
Paes tenta atrair o apoio dos petistas para a sua chapa, mesmo sem conceder a vaga de vice. O favorito dele para o posto segue sendo o seu correligionário Pedro Paulo, que é deputado federal. A briga pelo posto de vice mira 2026, quando Paes deve sair do cargo para tentar o governo. Neste caso, caberá ao vice comandar a segunda maior capital do Brasil. De olho neste posto, Lula insiste em indicar o 02 de Eduardo Paes.





