O alvo de um mandado de um mandado de prisão preventiva na 23ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, é um empresário suspeito de financiar e ainda participar ativamente dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado.
De acordo com as investigações, Wagner Freire Ferreira Filho pagou R$ 24 mil para contratar ônibus para transportar os golpistas e também teve uma impressão digital encontrada na esquadria de vidro do Salão Negro do Congresso Nacional.
Ferreira Filho foi preso, nesta manhã, em Salvador, na Bahia. Foi de lá que teria saído o ônibus que levou manifestantes do acampamento montado próximo a um quartel para a Praça dos Três Poderes, na capital federal. Os dados constam em registros feitos pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).
O empresário também foi alvo de um pedido de indiciamento pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do DF justamente por ser apontado como um dos financiadores dos ataques.
Segundo a PF, foram expedidos, pelo Supremo Tribunal Federal, 47 mandados judiciais (46 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva), nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal.
Foi determinada ainda a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Apura-se que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar à cifra de R$ 40 milhões.
“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, informou a corporação, em nota.
As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos e pessoas capturadas.
Com informações do GLOBO.





