O ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou nesta quinta-feira que foi detido nos Estados Unidos por uma “questão migratória”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, um dia após ele ter sido liberado da detenção.
No pronunciamento, Ramagem — que também comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) — disse que sua entrada no país ocorreu de forma regular e que não há pendências judiciais contra ele. Segundo o ex-parlamentar, o episódio está relacionado ao processo de solicitação de asilo junto ao governo americano.
Durante o vídeo, Ramagem detalhou as circunstâncias de sua chegada aos Estados Unidos e negou qualquer irregularidade além da questão migratória mencionada pelas autoridades locais.
“Eu fui detido por uma questão migratória, nada de trânsito. Agora, ocorre que eu entrei nos Estados Unidos em setembro do ano passado de forma perfeitamente regular, com passaporte válido, visto válido, sem condenação nenhuma. Em seguida, nós entramos com um pedido de asilo”, declarou.
O ex-deputado ressaltou ainda que o pedido de asilo segue em tramitação e está sob análise das autoridades americanas, sem decisão final até o momento.
Apoio de aliados
Na mesma publicação, Ramagem agradeceu o apoio recebido durante o período em que esteve detido. Ele citou nomes como o blogueiro Allan dos Santos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo.
Ataques a Andrei Rodrigues
Ramagem também desafiou o adido da PF nos Estados Unidos a procurá-lo e afirmou que seu endereço é conhecido das autoridades americanas e que não tem nada a esconder. E atacou a corporação em que trabalhou.
“Nossa Polícia Federal de outrora, de tanta credibilidade, se tornou uma polícia de jagunços”, afirmou. Ele criticou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e defendeu seu afastamento imediato.
“Uma vergonha esse diretor-geral”, disse, acusando-o de não querer incluir como terroristas organizações como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.






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