Em seus últimos dias no comando da PGR, Aras não vai contestar decisão de Toffoli sobre Lava Jato

Em seus últimos dias como procurador-geral da República, Augusto Aras manterá a tônica anti-Lava Jato que seguiu em seus quatro anos no comando do Ministério Público Federal. Aras não contestará a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que, no último dia 6, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht firmado com…

Em seus últimos dias como procurador-geral da República, Augusto Aras manterá a tônica anti-Lava Jato que seguiu em seus quatro anos no comando do Ministério Público Federal. Aras não contestará a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que, no último dia 6, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht firmado com o MPF em 2016, informa Guilherme Amado, em seu blog no Metrópoles.

Segundo um interlocutor de Aras, ele e seus auxiliares não moverão “um dedo” para recorrer ao Supremo. Aras já fez diversas críticas públicas à Lava Jato e manterá seu posicionamento até o fim da gestão.

O chefe do MPF tem mais 10 dias de mandato, que expira em 26 de setembro. O presidente Lula deixou a definição do próximo PGR para quando voltar dos Estados Unidos, no dia 21.

A  decisão do ministro Dias Toffoli impôs uma possível ofensiva jurídica contra integrantes da força-tarefa. Toffoli ordenou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apure a “responsabilização civil” dos danos de servidores públicos por “atos ilegais”. Outros órgãos federais devem fazer o mesmo, decidiu o magistrado, citando “agentes públicos que atuaram e praticaram os atos relacionados” ao acordo de leniência.

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