As tradicionais sessões extraordinárias de meio de semana costumam passar sem polêmicas: só projetos “chapa branca”, aprovados sem bate-boca para desobstruir a pauta e não travar as sessões ordinárias. Mesmo dentro desse padrão, chamou atenção a velocidade da reunião desta quarta-feira (1º): foram 30 projetos votados em cerca de 15 minutos de trabalho remoto em plenário.
A velocidade, no entanto, teve explicação. Na ordem do dia, entraram apenas propostas de caráter simbólico, como a criação de datas comemorativas, mudanças de nomes de ruas e declarações de patrimônio cultural. Entre elas, uma que reconhece a cultura Hip Hop e suas manifestações artísticas como patrimônio imaterial carioca.
O texto ressalta a trajetória e a importância do gênero surgido nas periferias como forma de resistência, até se consolidar como movimento global. Na justificativa, a autora do projeto, Maíra do MST (PT), afirma que os elementos do Hip Hop — rap, DJ, breakdance e graffiti — valorizam a identidade das periferias e denunciam desigualdades sociais.
“Reconhecer a cultura Hip-Hop como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município do Rio de Janeiro é um ato de justiça histórica. A cidade é palco e berço de artistas, coletivos e movimentos que, por meio do Hip Hop, constroem pontes entre a arte e a cidadania, e contribuem para a formação crítica de milhares de jovens”, destacou a parlamentar.
Segundo ela, o reconhecimento também é um compromisso do Poder Público com a preservação e a difusão do movimento.






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