Em reunião com o líder petista, Leonardo Picciani anuncia a adesão do MDB-RJ ao voto CastroLula

RICARDO BRUNO Manifestação espontânea de parte da base do governador fluminense, o voto CastroLula vai ser organizado e difundido, a partir das próximas semanas, pela poderosa estrutura partidária do MDB, partido organizado nos 92 municípios do estado. Nesta segunda-feira, o presidente  do MDB-RJ, Leonardo Picciani, participou, em São Paulo, de reunião com o ex-presidente Lula,…

RICARDO BRUNO

Manifestação espontânea de parte da base do governador fluminense, o voto CastroLula vai ser organizado e difundido, a partir das próximas semanas, pela poderosa estrutura partidária do MDB, partido organizado nos 92 municípios do estado. Nesta segunda-feira, o presidente  do MDB-RJ, Leonardo Picciani, participou, em São Paulo, de reunião com o ex-presidente Lula, juntamente com emebebistas de 11 estados, em que assumiu o compromisso de fazer do partido no Rio a principal força propulsora do voto compartilhado no líder petista e no governador Cláudio Castro.

Após defender o apoio a Lula já no primeiro turno,  com a consequente retirada do nome da senadora Simone Tebet,  Leonardo Picciani esclareceu ao ex-presidente que o acordo no Rio estaria circunscrito à sucessão presidencial em razão da sólida aliança firmada com o governador Cláudio Castro, com a indicação do pré-candidato a vice, o ex-prefeito Washington Reis. O partido ocupa ainda  a Secretaria de Ações Comunitárias e Juventude. Lula ouviu atentamente as posições de Picciani, fazendo apenas um meneio com a cabeça em sinal de assentimento.

– Todos sabem de minha identificação com o presidente Lula, mas quero também deixar claro nosso compromisso com Cláudio Castro. Ou seja, vamos lutar para eleger Lula e Cláudio Castro – afirmou o presidente do MDB fluminense.

Após a reunião, dirigentes do PT nacional conversaram com Leonardo sobre as particularidades da situação no Rio. Está assentado o entendimento de que será inevitável o voto Castro-Lula, razão pela qual não houve qualquer manifestação de censura ao movimento defendido pelo ex-deputado, que tem o respeito da cúpula petista por ter votado contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, em 2016.

No grupo que encontrou Lula e a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do partido, tem governador, senadores, ex-governadores, presidentes de diretórios estaduais e líderes do partido na Câmara e no Senado. São parlamentares de nove diretórios que representam, ao todo, 11 estados:

Alagoas: governador Paulo Dantas, senador Renan Calheiros, ex-governador Renan Filho e deputado Isnaldo Bulhões, líder do partido na Câmara

Amazonas: senador Eduardo Braga, líder do partido no Senado

Bahia: ex-deputado Lúcio Vieira Lima Ceará: ex-senador Eunício de Oliveira

 Espírito Santo: senadora Rose de Freitas

Maranhão: ex-senador Edson Lobão, representando também a família Sarney

Paraiba: senador Veneziano Vital do Rêgo Piauí: senador Marcelo Castro

Rio de Janeiro: deputado licenciado Leonardo Picciani

Pará, com o governador Helder Barbalho e o senador Jader Baralho e  Rio Grande do Norte, com o ex-senador Garibaldi Filho, não estavam presentes, mas estavam representados por Eunício e Lobão.

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