Médicos, enfermeiros, técnicos, porteiros e faxineiros de diversas unidades de saúde do Rio de Janeiro continuam trabalhando sem receber salário em meio à pandemia do novo coronavírus. Na rede estadual, o atraso de salários é a realidade de pelo menos três unidades de pronto atendimento (UPAs), em Botafogo, Taquara e Copacabana —esse último bairro, coincidentemente, é o que tem a maior quantidade de casos e mortos na capital fluminense.
O pagamento de março deveria ter caído no dia 20 de abril, mas até agora não caiu. Nesta segunda (11), a Justiça do Trabalho deu 48 horas para que o governo Wilson Witzel (PSC) repasse os valores e mais 24 horas para que a organização social Viva Rio pague os funcionários.
“Justamente em um momento em que os médicos desse país são fundamentais para conter uma pandemia de proporções nacionais e globais arriscando as próprias vidas, não podem ficar sem salário, que é o mais básico de seus direitos trabalhistas e, neste momento, já trabalham em condições de extrema pressão”, escreveu a juíza Cristina Almeida de Oliveira






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