Londres, Manchester e Glasgow foram algumas das cidades do Reino que reuniram milhares de manifestantes neste fim de semana, pedindo o fim dos ataques israelenses em Gaza. No fim de semana passado, ato com o mesmo objetivo reuniu cerca de cem mil pessoas na capital britânica.
Em Londres, os manifestantes se concentraram perto da Ponte do Jubileu de Ouro com faixas proclamando “Gaza, pare o massacre” e “Liberte a Palestina, acabe com a ocupação israelense”. Os cânticos ecoavam pedidos para interromper o apoio militar a Israel e expressavam solidariedade à Palestina.
A secretária do Interior, Suella Braverman, expressou preocupação com um dos slogans cantados, interpretando-o como uma ameaça direta a Israel. A Polícia Metropolitana, em resposta, afirmou que mais de 1.000 oficiais estavam de prontidão, e grandes aglomerações eram esperadas em vários pontos da cidade.
Em Manchester, um grande grupo se reuniu do lado de fora da Biblioteca Central, enquanto o prefeito regional, Andy Burnham, ecoou os apelos internacionais por um cessar-fogo.
Após um vídeo do fim de semana anterior mostrar um manifestante usando a palavra “jihad”, Suella Braverman questionou as autoridades sobre a ausência de prisões. A palavra “jihad”, que em árabe significa “esforço” ou “luta”, tem conotações tanto internas quanto externas dentro do Islã. A polícia, por sua vez, afirmou que interviria se o termo fosse usado com intenções hostis contra Israel.
O secretário de Relações Exteriores, James Cleverly, expressou ceticismo sobre os pedidos de cessar-fogo, indicando que o Hamas pode não estar disposto a aceitar ou respeitar um acordo. Cleverly também alertou os manifestantes a estarem atentos à desinformação.
Em nível global, manifestações estão ocorrendo em vários países. Em Nova York, por exemplo, protestos levaram ao fechamento temporário da estação Grand Central Terminal.
A crise atual em Gaza se intensificou após um ataque surpresa do Hamas a Israel em 7 de outubro, resultando em mais de 1.400 mortes e mais de 220 reféns. Desde então, os ataques israelenses continuaram, com o Hamas reportando mais de 7.000 mortes como resultado.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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