Em evento que homenageou a Rota – tropa de elite da polícia paulista, acusada de abusos na Operação Escudo, na qual 28 civis foram mortos este ano – Jair Bolsonaro foi afagado e chamado de “eterno presidente”, em São Paulo. Bolsonaro participou da cerimônia ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, oficial da reserva da PM de São Paulo, negou irregularidades nas ações. Ele disse que todas as ações ,da Operação Escudo, na Baixada Santista foram realizadas “dentro dos limites da lei”.
Tarcísio, que ao encontrar Bolsonaro bateu continência, disse que ouve apelos da população por oficiais da Rota nas ruas de São Paulo e que os paulistas acreditam na “excelência” do trabalho das forças de segurança pública. Já Bolsonaro não quis discursar, e recebeu das mãos de Tarcísio uma medalha de mérito. O ex-mandatário foi chamado de “eterno presidente” durante a cerimônia.
O evento comemorou o 53° aniversário da Rota e contou com a participação do prefeito de capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
Bolsonaro e Tarcísio apareceram juntos a Nunes em meio a indefinição sobre o apoio de Bolsonaro à reeleição do prefeito de São Paulo.
Em agosto, Nunes, Tarcísio e Bolsonaro almoçaram na sede da prefeitura.
Como mostrou a Folha, entusiastas da reeleição de Nunes apostam na parceria com o governador Tarcísio de Freitas para reverter o desgaste do prefeito com a deterioração do centro e transformar a região em vitrine eleitoral no ano que vem.
Entre auxiliares do Nunes, o apoio do governador na campanha eleitoral é considerado crucial, principalmente diante do impasse em relação à aliança com Bolsonaro.
Com informações de Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Brasil 247





