Em entrevista do Jogo do Poder, André Marinho mira Paes e Douglas Ruas e diz que Rio precisa ‘sair do caos’

Pré-candidato do Novo ao governo do Rio critica adversários, promete choque de gestão, reforço na segurança pública e diz ter articulações internacionais para enfrentar o crime organizado

O pré-candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho, usou entrevista ao programa Jogo do Poder, da CNT, apresentado pelo jornalista Ricardo Bruno, para apresentar o tom de sua campanha: ruptura com o que chamou de “mesmos de sempre”, enfrentamento ao crime organizado e tentativa de reconstrução da autoestima do cidadão fluminense.

Ao ser questionado sobre sua proposta central, Marinho afirmou que pretende “fazer o básico funcionar bem feito” e “reorientar as relações entre governante e governado”. O pré-candidato criticou a classe política do Rio e disse que parte dela mergulhou o estado em uma crise institucional, citando casos de prisões, afastamentos, cassações e inelegibilidades envolvendo figuras públicas.

Com 32 anos, Marinho também foi questionado sobre a falta de experiência em gestão pública. Em resposta, disse que sua candidatura não dependeria apenas de sua trajetória pessoal, mas de uma equipe técnica. Ele citou o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE, como estrategista econômico de seu projeto, e afirmou manter conversas com Cristiane Schmidt para a área fazendária e de planejamento.

Na segurança pública, o pré-candidato apresentou o plano que chamou de “Sai Fuzil e Entra Brasil”. Segundo ele, a proposta teria cinco pilares, entre eles o fechamento das fronteiras do estado, a retomada de territórios dominados por grupos criminosos, o combate às fontes de financiamento do crime e a ampliação da capacidade prisional. Marinho também defendeu que cargos de comando nas polícias não tenham indicação política.

Durante a entrevista, ele afirmou que pretende anunciar um conselho de segurança com nomes “experimentados” e citou Rogério Greco, secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, como um dos articuladores da área.

Marinho também fez críticas diretas ao ex-prefeito Eduardo Paes, a quem chamou de seu principal adversário. Segundo ele, após anos à frente da Prefeitura do Rio, Paes não teria conseguido deixar a cidade como referência em gestão pública. O pré-candidato ainda criticou problemas de trânsito, zeladoria urbana, ocupação irregular e avanço do crime organizado.

Questionado sobre a disputa no campo da direita, Marinho afirmou ter ligação pessoal com o bolsonarismo desde 2018, mas reconheceu que não é o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro. Ele defendeu que sua candidatura busca resgatar uma coalizão formada por antipetistas, liberais, conservadores e eleitores insatisfeitos com a política tradicional.

Na parte final da entrevista, André Marinho destacou articulações internacionais, especialmente com autoridades e empresas dos Estados Unidos, que, segundo ele, poderiam ajudar o Rio com tecnologia aplicada à segurança pública. O pré-candidato também afirmou que pretende olhar para o interior do estado, citando problemas em mobilidade, transporte, estradas, saúde e avanço de facções criminosas fora da capital.

“Fazer o básico funcionar bem feito é a minha obsessão e meu compromisso”, disse Marinho, ao encerrar sua participação.

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