Foi absolutamente inócua a tentativa dos adversários de desconstruir a imagem do governador Cláudio Castro com a repetição de denúncias já conhecidas do público. Extremamente bem preparado para o confronto, o atual ocupante do Palácio Guanabara não caiu nas armadilhas e, na maioria das vezes, diante de situações embaraçosa, conseguiu aproveitar as respostas para enaltecer sua administração. Foi o mais atacado mas nem por isto teve a sua liderança comprometida pelo desempenho no confronto.
Hábil e sempre moderado, Castro se declarou o único candidato do partido de Bolsonaro, mas evitou críticas ao ex-presidente Lula, repetindo um comportamento que exibe desde o início da campanha. Não entrou no jogo do neófito Paulo Ganine – que tentou se mostrar mais à direita do que o governador. Com estratégias pueris, o candidato do Novo tentou levar Cláudio Castro a confrontar Lula. O governador se saiu bem, mostrando moderação e não mordendo a isca do adversário.
Quis a sorte que Cláudio Castro (PL) só fosse confrontado diretamente por Marcelo Freixo já após a meia a noite. A ordem dos sorteios evitou a embate direto mais cedo. Líder nas pesquisas e com chances reais de vencer no primeiro turno, Cláudio Castro voltou a ser atacado por conta dos cargos secretos na Fundação Ceperj.
Castro e Freixo protagonizaram um duelo por direitos de resposta no único confronto direto –foram três concedidos na sequência (dois para Freixo e um para Castro); Rodrigo Neves questionou Freixo sobre doações que recebeu de banqueiros; Castro foi confrontado pelos três adversários com caso Ceperj e delações premiadas e secretários presos. Respondeu sempre dizendo que há no país uma indústria de delações; que processou todos os delatores e que no prazo de quase três anos não conseguiram apresentar uma prova sequer.
O debate não deve ter qualquer impacto na campanha. Segundo o IPEC, Castro abriu vantagem de 13 sobre Marcelo Freixo: 38% contra 25%. Com 48% dos votos válidos, o atual governador tem chances concretas de levar no primeiro turno.





