Em debate no SBT, Freixo e Neves tentam emparedar Castro, que conseguiu se sair bem de todas as situações difíceis

A 15 dias da eleição, os candidatos Marcelo Freixo (PSB) e Rodrigo Neves (PDT) centraram fogo no governador Cláudio Castro (PL), durante o debate, neste sábado, promovido pelo SBT, em parceria com revista VEJA, o portal Terra e a rádio NovaBrasil FM. A estratégia parece não ter funcionado. Apesar do tiroteio, o governador não ficou…

A 15 dias da eleição, os candidatos Marcelo Freixo (PSB) e Rodrigo Neves (PDT) centraram fogo no governador Cláudio Castro (PL), durante o debate, neste sábado, promovido pelo SBT, em parceria com revista VEJA, o portal Terra e a rádio NovaBrasil FM. A estratégia parece não ter funcionado. Apesar do tiroteio, o governador não ficou emparedado e conseguiu responder com aparente tranquilidade todos os questionamentos.

O atual líder nas pesquisas se mostrou extremamente preparado para o encontro. Acossado por denúncias ao longo da semana, tinha respostas rápidas e bem formuladas sobre todos assuntos espinhosos, a ponto do próprio Rodrigo Neves reconhecer: “A sua resposta me surpreendeu. O senhor foi muito bem treinado pelo seu marqueteiro. A realidade, contudo, é diferente”, prosseguiu em tom crítico.

Diferentemente do debate da Band, Marcelo Freixo se mostrou muito mais seguro na sua apresentação. Foi mais objetivo e espontâneo em suas colocações, sem o artificialismo exibido no encontro anterior. Voltou a ser o Freixo de sempre, recuperando a oratória perdida no primeiro confronto.

Marcelo Freixo (PL) e Rodrigo Neves (PDT), que trocaram acusações e farpas ao longo do primeiro turno, abandonaram as diferenças e fizeram uma “dobradinha” contra o candidato que lidera as pesquisas de intenção de votos. Na sequência, os adversários passaram a trocar acusações e Freixo foi questionado por todos sobre declarações antigas, que soariam incoerentes diante dos seus posicionamentos atuais, e a aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neves afirmou que não apoiará Freixo em um eventual segundo turno contra Castro.

Durante o debate, Rodrigo Neves (PDT) afirmou que os adversários Cláudio Castro (PL) e Marcelo Freixo (PSB) “se forem eleitos, não vão terminar seus mandatos”. O pedetista explicou que “o vice do Castro é aliado da família Picciani ; e que “Cesar Maia é o Temer do Freixo”.

Quando teve a oportunidade de fazer a primeira pergunta, Neves escolheu Freixo para um questionamento propositivo e indagou o que o pessebista achava do “descaso do atual governo com a saúde pública”, deixando aberta a possibilidade de o adversário apresentar as suas propostas. Freixo respondeu que o Rio de Janeiro “vive um escândalo sem precedentes” e lembrou que trata-se do estado do Brasil onde mais morreram pessoas por Covid-19 ao longo da pandemia. O candidato do PSB também lembrou o impeachment de Wilson Witzel (PMB), de quem Castro era vice, por fraudes na saúde, antes de apresentar o seu plano de governo neste setor.

Na sequência, quando Freixo pôde fazer uma pergunta, o escolhido foi Neves. A pergunta dele questionava o que o adversário achava de uma recente declaração de Castro, que afirmou que não havia contratado professores ao longo do mandato por causa da pandemia. Foi a vez de o pedetista dirigir críticas ao mandato de Castro, antes de apresentar a sua plataforma.

Segurança em debate

A Segurança Pública dominou o primeiro bloco do debate e foi tema da primeira pergunta do início do segundo. Na estratégia de ataques a Cláudio Castro dos demais candidatos, o governador, nesta área, foi alvo até quando o questionamento envolveu Marcelo Freixo. No final do primeiro bloco, Rodrigo Neves questionou Paulo Ganime se o candidato do PSB seria capaz de coordenar a Segurança do estado. Mas, o pedetista encerrou sua análise criticando Castro:

— Vamos fazer aquilo que infelizmente o governador Cláudio Castro não tem feito. O governo Cláudio Castro tem priorizado essas ações improvisadas em favelas do Rio de Janeiro, conduzindo uma matança , inclusive de pessoas inocentes e crianças. Hoje não tem mais hora para ser assaltado no Rio de Janeiro.

Freixo sob ataque

Além da Segurança pública, as críticas avançaram para outras áreas no terceiro bloco, marcado por acusações e ataques entre todos. Freixo mirou pastas-chave do governo, como Saúde, Emprego, Segurança e Educação, que tiveram titulares presos. Ele associou Castro a grupos criminosos.

Em resposta, Castro respondeu que Lula e alguns ministros tinham sido presos. O candidato do PSB ainda criticou o aumento da folha de pagamento do Ceperj na gestão de Castro para pagar alguns “bandidos e fantasmas”. Neves seguiu a mesma linha.

Já Ganime, que debatia com Neves, chamou Freixo de “Marcelo Fake”, ao mudar seu discurso ideológico. Freixo respondeu que ataques e agressões, faltando pouco para as eleições, não garantem votos. A aliança com Cesar Maia, a quem Freixo associou ao crescimento das milícias, quando presidiu a CPI da Alerj que combateu esses grupos criminosos. Freixo justificou a aliança dizendo que o arco de apoios visava combater o bolsonarismo.

Neves se nega a responder sobre apoio a Freixo

Um constrangimento foi gerado no último bloco, quando Neves foi questionado sobre um eventual apoio a Freixo no segundo turno, caso não avance na disputa. O pedetista não respondeu à pergunta. Em sua réplica, Freixo afirmou que apoiaria Neves, caso este disputasse com Castro e reiterou o questionamento feito anteriormente.

Quando pôde falar, Neves afirmou que não acredita na capacidade administrativa de Freixo e afirmou que Castro não terminará o mandato, afirmando assim que não daria o apoio.

Castro também foi associado às famílias Cabral e Picciani. O candidato bolsonarista disse ter identidade própria e descartou a possibilidade de ser preso no curso do mandato.

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