A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, dançou, cantou e pediu votos para o marido, o candidato à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, em agenda nesta manhã, no Rio.
Em uma caminhada que reuniu basicamente mulheres, entre elas a candidata a reeleição como deputada federal Benedita da Silva (PT), na manhã desta quinta-feira, dia 25, no Centro da cidade, ela pegou o microfone, discursou sobre assuntos como insegurança alimentar e violência doméstica, e prometeu ressignificar o conceito de primeira-dama do país.
— Benê, você é a nossa rainha e madrinha de coração, porque não tivemos padrinhos de casamento. Sou filiada ao PT desde os meus 17 anos e acompanhei a trajetória da Benê durante minha toda a minha vida. Ela sempre apareceu lutando por nós, mulheres, que precisamos ter voz e sermos ouvidas. Não tem mordaça na minha boca justamente porque no meu partido eu posso falar. No PT é assim, fica a dica. Então vou pedir para vocês votarem no meu marido, aliás eu amo falar “o meu marido” — falou Janja.
De calça azul-marinho, camiseta estampada com o rosto de Lula, tênis All Star branco e revezando entre óculos de sol e de grau, Janja esbanjava simpatia. Ela chegou no Largo da Carioca por volta de 9h30 e, até pouco antes das 11h, caminhou de braços dados com Benedita, que, aos 80 anos, andava a passos mais lentos. Ao seu lado, estavam ainda a roteirista Antonia Pellegrino, mulher do candidato ao governo do estado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) Marcelo Freixo, 13 candidatas ao cargo de deputadas federais, além do candidato ao Senado Federal pelo PT André Ceciliano.
Ainda desconhecida do grande público, Janja se dedicou a tirar fotos com as candidatas, que a abordavam para selfies. Em pelo menos 20 delas, exibiu com os dedos o L da inicial do marido. Em momentos em que a caixa de som entoava o histórico jingle “Sem medo de ser feliz”, usado na primeira campanha presidencial do petista, em 1989, a socióloga ensaiava alguns passos do ritmo da nova versão e gritava no refrão: “Lula lá”.
Ao chegar no Buraco do Lume, na Praça Mario Lago, onde há um mês foi inaugurada uma estátua em homenagem à vereadora Marielle Franco foi erguida, o grupo se encontrou com a mãe da parlamentar, a advogada Marinete da Silva. Ela e o motorista Anderson Gomes foram mortos, em março de 2018, no bairro do Estácio, também na Região Central do Rio. Todos gritaram por “Justiça!” pelos homicídios que continuam sendo investigados pela Polícia Civil.
— Não precisamos falar de tudo que o Lula fez com as companheiras quando ele estava na presidência. Agora, eu quero ressignificar o conceito de primeira-dama ou primeira-companheira, focando em pautas que são prioridades para as mulheres, como insegurança alimentar, em que muitas têm se endividado para dar de comer a seus filhos, e também violência doméstica. O Rio é minha segunda casa e quero voltar aqui muitas vezes com uma campanha bonita, para levar mensagens de amor e união as famílias. No dia 2 de outubro, vamos eleger o presidente novamente para colocarmos o país nos trilhos de novo e irmos juntas para Brasília — discursou Janja.
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Após o encontro, Janja seguiu com a equipe para o encontro com Lula. O candidato a presidência irá se preparar, nesta tarde, para a entrevista que dará ao Jornal Nacional, na TV Globo, a partir de 20h30 desta quinta-feira.






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