O bilionário Elon Musk deu seu apoio ao partido de extrema direita AfD por videoconferência em um comício na Alemanha, neste sábado (25), em meio à controvérsia após seu gesto polêmico durante a posse de Donald Trump, comparado à saudação nazista.
“É bom ter orgulho de ser alemão. Lutem por um futuro brilhante para a Alemanha”, declarou o homem mais rico do mundo para, segundo dados da AfD, cerca de 4,5 mil apoiadores reunidos na Feira de Halle (leste). Ele ainda reiterou seu apoio ao partido que encarna, segundo ele, “a melhor esperança para a Alemanha”.
Acusações de gesto nazista
Um gesto de Elon Musk chamou a atenção durante a cerimônia de posse do presidente Donald Trump. No seu discurso, enquanto agradecia aos presentes, o bilionário bateu no peito e ergueu rapidamente a mão direita, com o braço estendido para frente e a palma da mão voltada para baixo, sinal similar ao prestado a Adolf Hitler na Alemanha nazista.
Desde então, Musk vem sendo críticado em todo o mundo. Campanhas organizadas por usuários do Reddit, por exemplo, vêm propondo boicote ao X (antigo Twitter). Na Europa, sedes da Tesla — fábrica de carros de Musk — foram alvo de protestos. A imagem de Elon Musk fazendo uma suposta saudação nazista e a palavra “Heil” foi projetada na fábrica da Tesla na Alemanha.
Sob o novo governo Trump, Musk chefiará o Departamento de Eficiência Governamental, criado pelo republicano. Ele deverá ocupar um escritório no complexo da Casa Branca ao lançar a pasta, um projeto de sua autoria cujo status ainda é indefinido, mas que tem como objetivo reduzir os gastos do governo da nova administração. Não se sabe, porém, qual será o tamanho da equipe de Musk, nem qual será o seu próprio status.
Relação de Musk com partido de extrema direita na Alemanha
Recentemente, Musk já havia sido alvo de críticas por seu apoio vocal ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e por insultar repetidamente líderes políticos alemães em sua conta na rede social X, da qual é proprietário. Com a Alemanha no meio de uma campanha eleitoral, o bilionário descreveu o AfD como o “último raio de esperança para o país”. Ele também organizou um debate com a principal candidata do AfD, Alice Weidel, no X.
O partido xenófobo e anti-imigração está em segundo lugar nas pesquisas antes da eleição de 23 de fevereiro, com cerca de 20%. Mas é improvável que ele entre no governo porque outros partidos descartaram a cooperação com o AfD, que tem alas tratadas pela inteligência doméstica como organizações extremistas de direita.
Com informações de O GLOBO.





