Eleitora denuncia que teve voto registrado por outra mulher em Vila Isabel; TRE-RJ confirma erro

TRE disse que erro de identificação foi cometido por mesário

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A professora Débora de Lucena Ramos, de 49 anos, chegou à Escola Municipal Noel Rosa, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, para votar, mas descobriu que seu voto já havia sido registrado por outra eleitora. O caso aconteceu na seção 221 durante a votação do 1º turno neste domingo (4).

Segundo o marido de Débora, Anderson Ramos, a mulher que votou no lugar dela tem o mesmo nome, mas sobrenome diferente. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio confirmou o erro e acrescentou que “as duas eleitoras tinham o mesmo nome e mesma data de nascimento”.

Anderson relatou ao Agenda do Poder que a outra eleitora teria tentado registrar a biometria três vezes, sem sucesso, antes de ter a votação liberada. O marido afirma ainda que a presidente da mesa apresentou como alternativa que Débora votasse utilizando a identificação da eleitora que já havia votado. A família não concordou com a solução e acionou a Polícia Militar e a Justiça Eleitoral.

“A gente não concordou com isso, não vamos compactuar com essa fraude, acionamos a Polícia Militar que foi ao local, os sargentos da Polícia Militar falaram que não podia fazer nada a não ser que a gente entrasse em um acordo com o TRE, eu informei isso para a Justiça Eleitoral, que veio agora aqui fazer o fechamento da sessão. Enfim, a minha esposa está saindo daqui sem poder votar”, relatou Anderson.

O que diz o TRE

Procurado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio informou que o caso ocorreu devido a um erro humano cometido por um mesário durante a identificação da eleitora.

Segundo o tribunal, ao apresentar-se para votar, o número de título eleitoral ou CPF de uma das eleitoras foi digitado incorretamente no terminal. Na sequência, foram feitas quatro tentativas de leitura da biometria, sem que houvesse a liberação para a votação.

“Ao tentar colher a digital da eleitora por quatro vezes, não houve liberação, o que foi feito com o ano de nascimento da eleitora. Além de terem o mesmo nome, as duas eleitoras tinham o mesmo ano de nascimento”, diz a nota.

A Justiça Eleitoral orienta os mesários a sempre conferirem novamente os números dos documentos dos eleitores e os nomes, após a terceira tentativa de leitura da digital para evitar erros.

A ocorrência está registrada em ata na seção eleitoral.

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