Eleições 2026: Senado terá 13 candidatos a governos estaduais e 35 à reeleição

Levantamento mostra disputa intensa por 54 vagas e possível esvaziamento da Casa até às eleições

Um levantamento sobre as Eleições de 2026 no Brasil revela que pelo menos 13 senadores devem disputar governos estaduais neste ano. O número representa cerca de 16% da composição atual do Senado Federal e indica uma movimentação significativa de parlamentares em busca de novos cargos no Executivo.

Além das candidaturas estaduais, o Senado também terá representantes mirando cargos nacionais e legislativos. O senador Flávio Bolsonaro é citado como pré-candidato à Presidência da República, enquanto outros parlamentares avaliam disputar vagas na Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

No total, 54 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de outubro. Diferentemente de 2022, quando apenas um terço das vagas foi renovado, o eleitor poderá escolher dois senadores neste pleito, ampliando a concorrência e a renovação na Casa.

Disputa pelo Executivo amplia movimentação política

Entre os senadores que devem disputar governos estaduais estão nomes de diferentes partidos e regiões do país. A lista inclui parlamentares como Sérgio Moro, Rodrigo Pacheco e Omar Aziz, além de outros que buscam protagonismo em seus estados.

Também há movimentações para outros cargos. O senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), por exemplo, deve concorrer ao posto de vice-governador no Rio Grande do Sul. Já Carlos Portinho (PL-RJ) pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) mira a Assembleia Legislativa de São Paulo.

A legislação eleitoral permite que senadores concorram a outros cargos sem a necessidade de renunciar ao mandato, o que facilita a participação na disputa. Ainda assim, a tendência é de que as campanhas impactem o funcionamento do Senado, com redução no ritmo das atividades legislativas.

Maioria tenta reeleição, mas há desistências

A maior parte dos senadores em fim de mandato deve buscar a reeleição. Ao todo, 35 parlamentares pretendem permanecer na Casa, entre eles nomes experientes como Renan Calheiros, Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues.

Por outro lado, nove senadores já indicaram que não devem disputar um novo mandato. Entre os motivos estão desde a intenção de apoiar aliados até a decisão de se afastar da vida pública. É o caso de Cid Gomes, que deve atuar nos bastidores políticos, e de Paulo Paim, que anunciou aposentadoria.

Outros nomes, como Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), também planejam deixar a política, contribuindo para uma possível renovação no Senado após o pleito.

Cenário indefinido e impacto no Senado

Apesar das definições já anunciadas, alguns parlamentares ainda não decidiram seu futuro político. O senador Giordano (Podemos-SP) segue como um dos indecisos, podendo influenciar o cenário eleitoral nos próximos meses.

Especialistas avaliam que o alto número de candidaturas pode esvaziar temporariamente o Senado, já que muitos parlamentares devem priorizar suas campanhas. Ainda assim, o pleito promete redesenhar o equilíbrio de forças no Congresso Nacional.

A disputa de 2026 deve ser marcada por forte concorrência, com senadores buscando tanto a permanência quanto novos espaços de poder, refletindo a dinâmica política nacional.

Senador que disputará a Presidência

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Senadores que devem disputar governos estaduais

  • Alan Rick (Republicanos) – Acre;
  • Cleitinho (Republicanos) – Minas Gerais;
  • Eduardo Girão (Novo) – Ceará;
  • Efraim Filho (PL) – Paraíba;
  • Izalci Lucas (PL) – Distrito Federal;
  • Jayme Campos (União-MT) – Mato Grosso;
  • Marcos Rogério (PL) – Rondônia;
  • Omar Aziz (PSD) – Amazonas;
  • Professora Dorinha (União) – Tocantins;
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – Minas Gerais;
  • Sérgio Moro (PL) – Paraná;
  • Wellington Fagundes (PL) – Mato Grosso;
  • Wilder Morais (PL) – Goiás.

Senadores que disputarão vaga na Câmara dos Deputados

  • Carlos Portinho (PL-RJ).

Senadores que disputarão vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo

  • Mara Gabrilli (PSD-SP).

Senadores que disputarão vice-governo estadual

  • Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Senadores que tentarão novo mandato no Senado

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA);
  • Carlos Viana (Podemos-MG);
  • Chico Rodrigues (PSB-RR);
  • Ciro Nogueira (PP-PI);
  • Confúcio Moura (MDB-RO);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Eduardo Gomes (PL-TO);
  • Eliziane Gama (PSD-MA);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Fabiano Contarato (PT-ES);
  • Fernando Dueire (MDB-PE);
  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Irajá (PSD-TO);
  • Jaques Wagner (PT-BA);
  • Jayme Campos (União-MT) (se não for candidato ao governo);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Lucas Barreto (PSD-AP);
  • Marcelo Castro (MDB-PI);
  • Marcos do Val (Podemos-ES);
  • Margareth Buzetti (PP-MT);
  • Marcio Bittar (PL-AC);
  • Nelsinho Trad (PSD-MS);
  • Plínio Valério (PSDB-AM);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP);
  • Renan Calheiros (MDB-AL);
  • Rogério Carvalho (PT-SE);
  • Sérgio Petecão (PSD-AC);
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS);
  • Styvenson Valentim (PSDB-RN);
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
  • Weverton (PDT-MA);
  • Zenaide Maia (PSD-RN);
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Senadores que não devem tentar a reeleição ao Senado

  • Dra. Eudócia (PL-AL);
  • Jader Barbalho (MDB-PA);
  • Daniella Ribeiro (PP-PB);
  • Cid Gomes (PSB-CE);
  • Flávio Arns (PSB-PR);
  • Ivete da Silveira (MDB-SC);
  • Jorge Kajuru (PSB-GO);
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
  • Paulo Paim (PT-RS).

Senadores que ainda não decidiram

  • Giordano (Podemos-SP).

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