As eleições de 2026 já registram 313 crimes eleitorais em todo o país, segundo dados do Ministério da Justiça contabilizados até as 14h deste domingo (4). Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe estão entre os estados com maior número de ocorrências.
Ao mesmo tempo, ao menos 28 pessoas foram detidas por crimes eleitorais em sete estados e no Distrito Federal. As ocorrências foram registradas em Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Paraíba, Bahia, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A propaganda eleitoral irregular lidera os registros contabilizados pelo Ministério da Justiça, com 130 ocorrências, seguida por crimes relacionados à boca de urna e compra de votos.
Durante as ações de fiscalização, foram apreendidos mais de R$ 108 mil, quatro armas, 13 veículos e materiais de campanha.
Polícia Federal apreende dinheiro e instaura inquéritos
A Polícia Federal também mantém uma operação nacional de prevenção e repressão a crimes eleitorais durante a votação deste domingo. A corporação atua na fiscalização das eleições e na investigação de possíveis crimes contra a Justiça Eleitoral.
Até as 9h, a PF havia instaurado três inquéritos policiais e registrado seis termos circunstanciados de ocorrência para apurar crimes eleitorais.
A corporação informou ainda a apreensão de R$ 57.379 em bens e valores. Desse total, R$ 34.228 eram em dinheiro em espécie.
Entre os principais crimes investigados pela Polícia Federal estão propaganda eleitoral irregular e compra de votos.
Fiscalização envolve milhares de agentes
Além das forças de segurança estaduais e federais, cerca de 3 mil promotores e procuradores eleitorais estão mobilizados para fiscalizar a votação, identificar abusos e proteger o direito do eleitor.
O Ministério Público Eleitoral informou que já atuou em mais de 37,8 mil processos relacionados às Eleições 2026. A maior parte envolve os quase 21 mil pedidos de registro de candidatura.
Outros 12,3 mil processos tratam de irregularidades na propaganda eleitoral, com destaque para casos ocorridos na internet.
Redes sociais e inteligência artificial estão no foco
A propaganda eleitoral na internet também está entre os principais alvos da fiscalização. São mais de 4 mil processos relacionados a postagens em redes sociais.
O uso de inteligência artificial e deepfakes aparece em cerca de 700 ações acompanhadas pelo Ministério Público Eleitoral. Também estão entre os casos analisados a divulgação de notícias falsas e propaganda eleitoral antecipada.
O volume de processos mostra que, além da fiscalização presencial nos locais de votação, a Justiça Eleitoral e as forças de segurança mantêm atenção especial sobre o ambiente digital durante as eleições.
Crimes contra candidatos e locais de votação
O balanço do Ministério da Justiça registra ainda quatro crimes comuns contra candidatos e outros quatro contra locais de votação.
A mobilização das forças de segurança ocorre em todo o país ao longo do domingo para coibir práticas que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor ou interferir na votação.
Os números ainda podem aumentar ao longo do dia, à medida que novas ocorrências sejam registradas e investigadas pelas autoridades.







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