A disputa presidencial no Peru ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (12), quando o candidato Roberto Sánchez pediu publicamente uma recontagem dos votos diante da pequena diferença que o separa de Keiko Fujimori na apuração do segundo turno.
Em publicação nas redes sociais, Sánchez afirmou que a margem reduzida entre os dois candidatos justifica uma revisão detalhada das atas eleitorais permitidas pela legislação do país, com o objetivo de garantir confiança no resultado final da eleição.
O pedido foi feito antes mesmo da conclusão da apuração oficial, que segue em andamento desde o último domingo (7), quando os peruanos foram às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Disputa segue voto a voto
Segundo os números mais recentes divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Keiko Fujimori aparece numericamente à frente na disputa.
Com mais de 98% das urnas apuradas, a candidata do Fuerza Popular registra 50,004% dos votos válidos, enquanto Roberto Sánchez, do Juntos Por el Perú, soma 49,996%.
A diferença entre os dois candidatos é de aproximadamente 1,5 mil votos, uma das menores já registradas em disputas presidenciais recentes no país.
Sánchez defende revisão
Ao justificar o pedido, Sánchez afirmou que o resultado apertado exige transparência máxima para evitar questionamentos futuros sobre a legitimidade do processo eleitoral.
Segundo o candidato, independentemente de quem seja declarado vencedor, a população peruana merece ter certeza de que a vontade expressa nas urnas foi integralmente respeitada.
Na manifestação, ele propôs que o pedido de revisão seja realizado em conjunto com Keiko Fujimori e conduzido dentro das regras estabelecidas pelas autoridades eleitorais.
Keiko ainda não respondeu
Até a última atualização, Keiko Fujimori não havia se pronunciado publicamente sobre a proposta apresentada por seu adversário.
A candidata conservadora chegou à reta final da apuração após uma recuperação nos últimos dias da contagem dos votos, abrindo uma vantagem mínima sobre Sánchez.
O cenário mantém o país em expectativa enquanto os órgãos eleitorais concluem o processamento das últimas atas pendentes.
O que prevê a legislação peruana
O sistema eleitoral do Peru utiliza cédulas de papel depositadas em urnas físicas, o que torna a apuração mais demorada do que em países que utilizam votação eletrônica.
Após o encerramento da contagem oficial, a legislação prevê mecanismos de revisão em mesas eleitorais onde sejam identificadas inconsistências, recursos ou possíveis irregularidades.
Esses procedimentos podem influenciar o resultado final quando a diferença entre os candidatos é muito pequena, como ocorre na atual disputa presidencial.
País aguarda resultado definitivo
Enquanto a contagem se aproxima da reta final, a eleição peruana segue cercada de expectativa.
A diferença mínima entre os dois concorrentes transformou a disputa em uma das mais apertadas da história recente do país e mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos antes da proclamação oficial do vencedor.





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