Felipe Amorim
Com Jair Bolsonaro querendo o apoio do PSD nacional para que vote a favor do projeto de lei que anistia condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, a bancada do Rio deve ser preponderantemente contrária ao texto, por influência do prefeito Eduardo Paes. Parceiro do presidente Lula, Paes não deve ter traições, em relação à sua bancada no Congresso e o Rio, em sua maioria, deve ser contrário ao texto. Mas, a Executiva do partido calcula que também terá votos pela anistia no Rio, como o do deputado Hugo Leal.
A expectativa é que o PSD libere a sua bancada para que vote como preferir. A bancada de Paes reúne nomes como Marcelo Calero, Laura Carneiro e Pedro Paulo. Bolsonaro garante ter se encontrado com Kassab na última semana e acertado o apoio do partido à pauta. Internamente, porém, não houve orientação a respeito.
A anistia foi a principal bandeira de Jair Bolsonaro no ato de domingo, em Copacabana. Apesar disso, na pista da orla de Copacabana, o tema “Anistia Já” aos presos do dia 8 de Janeiro perdeu o protagonismo para o foco na disputa de 2026. Pedidos para Bolsonaro voltar à Presidência dominaram não só os trios como também camisas e faixas da militância ali presente. Nos prédios, poucas bandeiras do Brasil e a provocação numa faixa exposta na janela de um apartamento: “Sem Anistia”. Em atos anteriores, os imóveis da orla eram uma espécie de camarotes dos eventos.
Diversas autoridades, como os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Mauro Mendes (União), do Mato Grosso, participaram da manifestação.
“Juntos pela anistia aos presos políticos!”, escreveu o ex-presidente na legenda da imagem publicada em seu perfil no X.





