Paes faz mea culpa, diz que se comunicou mal, prorroga restrição e avisa: “Não tem essa de liberou geral”

O prefeito Eduardo Paes fez nesta sexta-feira mea culpa, admitindo ter se comunicado mal quando anunciou a liberação gradual da cidade.  Após anunciar a prorrogação de medidas restritivas, afirmou que a situação ainda não está sob controle. Segundo ele, se os casos continuarem a crescer, acabou o plano de  abertura. “Não tem essa de liberou…

O prefeito Eduardo Paes fez nesta sexta-feira mea culpa, admitindo ter se comunicado mal quando anunciou a liberação gradual da cidade.  Após anunciar a prorrogação de medidas restritivas, afirmou que a situação ainda não está sob controle. Segundo ele, se os casos continuarem a crescer, acabou o plano de  abertura. “Não tem essa de liberou geral”.

A Prefeitura do Rio prorrogou até 23 de agosto as medidas restritivas na cidade. Esta pode ser a primeira medida de uma possível desaceleração, ou mesmo suspensão, no programa de reabertura da cidade, uma vez que o município voltou a registrar aumento de casos.

Ele reforçou que a retomada das atividades está relacionada ao controle da disseminação do coronavírus e que aumentos significativos do contágio podem interromper o retorno à vida normal.

“Está claro que há um novo aumento no número de casos de Covid-19 – algo que não ocorria há semanas. Isso me leva a reafirmar que eu, talvez, tenha comunicado mal. Quando anunciamos uma programação de reabertura, isso não quer dizer que a situação está sob o controle. Vou enfatizar: todo o nosso planejamento guarda relação com a evolução do cenário epidemiológico. Se continuarmos com o registro desse aumento de casos, a tendência não é de abrir, mas fechar mais. Se o cenário epidemiológico piorar, acabou o plano de abertura”.

Segundo o secretário de Saúde, Daniel Soranz, o aumento do número de casos é motivado por dois fatores claros.

“Esse aumento é causado pela variante Delta e também por estarmos no período de inverno. O que temos agora é um aumento do número de casos, sem aumento substancial do número de internações ou de óbitos. Mas esse aumento do número de casos já é um indicador bem preocupante” – Daniel Soranz.

No fim do mês passado a prefeitura anunciou um plano gradual de flexibilização das medidas de restrição na cidade. Serão 3 etapas, de 2 de setembro até 15 de novembro.

O anúncio também incluiu a programação para o réveillon e o carnaval e uma celebração de quatro dias com diversos eventos pela cidade, entre 2 e 6 de setembro – medida criticada por especialistas

Segundo Paes, o calendário depois do dia 18 pode sofrer algumas modificações, dando atenção aos adolescentes com comorbidades e deficiência. O prefeito também planeja a aplicação da 3ª dose para idosos antes de outubro e antecipar a segunda dose para quem tomou a vacina da Pfizer.

Nesta quinta-feira (5), vários sindicatos e associações se uniram e mandaram uma carta à Prefeitura do Rio repudiando a possibilidade de flexibilização, de reabertura. No primeiro trecho, a carta diz que “a letalidade por Covid-19 é superior às taxas dos municípios de Manaus e São Paulo”.

Em outro trecho, eles dizem que “as atuais vacinas conferem proteção contra óbitos, no entanto, padrões de transmissão já elevados podem se agravar em função de variantes do vírus”.

Num último trecho da carta, eles reforçam que” mais flexibilização em uma cidade na qual circulam transportes coletivos lotados e pessoas sem e/ou uso inadequado de máscaras e onde seguimos sem testagem para rastreamento e vigilância genômica precária são medidas que não conduzem à saída da crise.

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