A Força Aérea Brasileira (FAB) prorrogou, nesta segunda-feira (13/2), o prazo de liberação de voos privados que levam garimpeiros para fora da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, até o dia 6 de maio. Antes, a medida previa que as viagens só poderiam acontecer até esta segunda.
O anúncio está sendo feito durante operação federal que cria cercos e impedimentos para a continuação do garimpo ilegal na região das reservas indígenas. O Ministério dos Povos Indígenas estima que 570 crianças yanomamis morreram em decorrência da fome e da contaminação por mercúrio, além do aumento de casos de malária nas aldeias.
As ações reúnem agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ibama e da Força Nacional de Segurança Pública, com o bloqueio de espaços aéreos, fiscalização de passagens por rios e destruição de aviões e equipamentos usados por garimpeiros e empresas que exploram o território ilegalmente.
Para facilitar a saída de garimpeiros da terra yanomami, a FAB abriu três corredores aéreos para que voos particulares deixem a região. Na corrida para deixar o espaço, pessoas ligadas ao garimpo em Roraima denunciam que tiveram de pagar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por lugares em voos fretados. Em outras situações, as viagens costumam ser orçadas em valores próximos a R$ 11 mil.





