O prefeito Eduardo Paes reafirmou o nome do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, como seu candidato ao Governo do Rio em 2022. Em entrevista ao GLOBO, Paes disse que Santa Cruz tem todos os predicados para o cargo, especialmente capacidade de articulação com o Judiciário e o Ministério Público para enfrentar os desafios da segurança.
Na sua opinião, a decisão não vai dificultar sua relação com o governador Cláudio Castro, a quem se referiu como um “um político responsável, correto e maduro’. Na entrevista, Paes disse também que tem carinho e respeito pelo governador.
O prefeito faz questão de estabelecer diferenças entre Cláudio Castro e o presidente Jair Bolsonaro. Para Eduardo Paes, o presidente mistura as relações políticas com as institucionais. “Ou o sujeito é um aliado dele, bate palma e continência para tudo que diz ou não dialoga. Isso eu acho um absurdo. Cláudio Castro não é assim. Sabe diferenciar o que é disputa eleitoral. Ou o sujeito é um aliado dele, bate palma e continência para tudo que diz ou não dialoga. Isso eu acho um absurdo. Cláudio Castro não é assim. Sabe diferenciar o que é disputa eleitoral.”, afirmou
Eduardo Paes faz um balanço do primeiro ano de seu mandato e revela que fechará 2021 com R$ 7,5 bilhões em caixa, dos quais a metade oriunda dos recursos da concessão da Cedae. E adiantou que começará 2022 enfrentando a necessidade de redução da fila do Sisreg, hoje ainda muito longa e demorada.
Leia alguns trechos da entrevista
O senhor continua apoiando a candidatura de Felipe Santa Cruz (PSD) ao governo do estado?
Vou falar até o último dia: o meu candidato é Felipe Santa Cruz, a não ser que ele não queira. Ele é o melhor nome para disputar o governo do estado. A gente tem um problema grave no estado que tem a ver com a segurança pública, que é a grande deseconomia externa do Rio de Janeiro. Precisamos colocar alguém ali que tenha uma coluna ereta, capacidade de articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário para enfrentar os desafios enormes da segurança pública, Não há ninguém melhor que o ex-presidente da OAB Nacional para tal.
Com essa decisão, não pode desandar a sua relação com o governador Cláudio Castro?
Comigo a relação nunca desandou. O Cláudio é um político responsável, correto e maduro. E eu sou um político responsável, correto e maduro. Jamais usarei minha posição de prefeito para fazer oposição a ele. Ao contrário. Dialogo muito bem, tenho carinho por ele e respeito. E terei até o fim da eleição
Incluiria o presidente Jair Bolsonaro como responsável, correto e maduro?
(pausa) Eu não acho que o presidente Bolsonaro seja um presidente que estabeleça relações institucionais com os demais níveis do governo. Não consegue diferenciar a atividade política eleitoral e partidária do convívio administrativo e institucional. E não é só comigo. Desde o início do ano não nos falamos, quando o encontrei em um evento. Acho que não é um privilégio meu. Ou o sujeito é um aliado dele, bate palma e continência para tudo que diz ou não dialoga. Isso eu acho um absurdo. Cláudio Castro não é assim. Sabe diferenciar o que é disputa eleitoral. O governo federal do presidente não é federativo. Não existe diálogo entre estados e municípios. Há coisas que ele tem que cumprir mesmo. Como mandar vacinas e fazer os repasses constitucionais. Não é algo que faça com prazer, é obrigado. Mas eu não tenho também qualquer gesto de hostilidade.






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