Eduardo Bolsonaro volta a atacar Moraes e chama ministro do STF de ‘criminoso’

m publicação polêmica no X, deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes, afirmando que medidas cautelares contra Jair Bolsonaro configuram punição sem julgamento e abuso de autoridade.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma publicação feita nesta sexta-feira (3) no X, antigo Twitter. Na postagem, o parlamentar afirmou que as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro — como o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de comunicação e prisão domiciliar — não servem para garantir a lei, mas configuram uma punição antecipada.

“As medidas cautelares contra Bolsonaro não são cautelares, pois não visam garantir a aplicação da lei penal, mas sim são a própria punição. Por isso prender sem amparo na lei configura abuso de autoridade. Moraes é criminoso”, escreveu Eduardo Bolsonaro, em mensagem que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

A declaração do deputado ecoa críticas de apoiadores do ex-presidente, que vêm classificando as decisões de Moraes como arbitrárias. Segundo eles, medidas cautelares só deveriam ser utilizadas para assegurar o andamento de um processo ou o cumprimento de uma futura pena após condenação. “Chamar de ‘cautelar’ o que é punição já pronta é igual botar etiqueta de light numa feijoada completa”, ironizou um usuário que compartilhou o post.

Eduardo Bolsonaro também mencionou que o caso expõe uma suposta “ditadura da toga”, expressão usada por aliados para se referir a um alegado excesso de poder do STF. Críticas semelhantes têm se multiplicado nas redes, onde a discussão sobre liberdade de expressão, limites das decisões judiciais e proteção do Estado de Direito se intensifica.

Apesar da pressão política e das manifestações contrárias, o STF tem mantido as restrições impostas ao ex-presidente, justificando-as pela necessidade de preservar as investigações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Moraes, relator dos inquéritos, sustenta que as medidas são fundamentais para impedir novos riscos à ordem pública.

A fala de Eduardo Bolsonaro reforça o tom de confronto entre a oposição bolsonarista e o Supremo, em um cenário em que a relação entre Judiciário e aliados do ex-presidente continua marcada por embates duros e declarações incendiárias.

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