O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (28), ele afirmou que as facções passarão a ser combatidas pelos americanos “igual Bin Laden era”.
A medida foi anunciada oficialmente pela Secretaria de Estado dos Estados Unidos e deve entrar em vigor no próximo dia 5 de junho. Segundo o comunicado, a nova classificação amplia os mecanismos de combate financeiro e operacional contra os grupos criminosos.
Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo comentando a decisão e afirmou que a atuação dos EUA poderá envolver não apenas agências de combate ao narcotráfico, mas também as Forças Armadas americanas em operações internacionais.
Eduardo Bolsonaro cita combate militar contra facções
No vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro declarou que a classificação como organizações narcoterroristas permitirá uma atuação mais agressiva dos Estados Unidos contra integrantes do PCC e do Comando Vermelho em países da América do Sul.
Segundo ele, as ações poderão ocorrer em territórios considerados estratégicos para o tráfico internacional de drogas, como Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia.
“Vai ficar muito mais difícil deles fazerem suas movimentações financeiras. Eles vão poder ser combatidos igual Bin Laden era”, afirmou o ex-deputado.
A fala faz referência ao tratamento dado pelos Estados Unidos a grupos e lideranças classificados como terroristas internacionais após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Decisão dos EUA amplia pressão sobre organizações criminosas
A classificação das facções brasileiras como organizações terroristas permite que o governo americano amplie sanções financeiras, bloqueios de ativos e medidas de cooperação internacional contra integrantes e aliados dos grupos.
A decisão também fortalece mecanismos de monitoramento internacional ligados ao combate ao narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Eduardo Bolsonaro agradeceu diretamente ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao vice-presidente J.D. Vance pela medida adotada pelo governo americano.
Nas redes sociais, o ex-parlamentar publicou uma mensagem em inglês agradecendo às autoridades dos Estados Unidos pela decisão envolvendo PCC e Comando Vermelho.
Ex-deputado associa tema da segurança à eleição de 2026
Durante a manifestação, Eduardo Bolsonaro também relacionou o tema da segurança pública ao cenário político brasileiro para as eleições presidenciais de 2026.
Ele afirmou que, “a depender de nós”, o senador Flávio Bolsonaro poderá ampliar ações de combate ao crime organizado caso dispute a Presidência da República em 2027.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o período em que passou a defender internacionalmente pautas ligadas à situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração ocorre em meio à repercussão política da decisão americana de enquadrar as duas maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas internacionais.






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