Economia do Rio começa a reagir mas desemprego ainda é um dos maiores do Brasil

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (9) pela Federação das Indústria do Rio de Janeiro (Firjan) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro teve alta de 7,1% na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, crescimento próximo do PIB do país, que avançou 7,7% no mesmo período. Apesar da recuperação,…

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (9) pela Federação das Indústria do Rio de Janeiro (Firjan) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro teve alta de 7,1% na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, crescimento próximo do PIB do país, que avançou 7,7% no mesmo período. Apesar da recuperação, o desemprego no Rio ficou em 19,1%, número entre as quatro maiores taxas do país.

Segundo o estudo da Firjan, a indústria extrativa foi o destaque da economia fluminense no terceiro trimestre deste ano, ao registrar, na comparação com 2019, um crescimento de 9,3%, puxada pelo setor de óleo e gás, enquanto a construção civil e a indústria de transformação tiveram queda, respectivamente, de 1,9% e 1,6%. Com o resultado da indústria extrativa, no entanto, o setor industrial do Rio de Janeiro registrou crescimento de 4%.

Mesmo com esse crescimento, a economia fluminense ficou 5,6% abaixo do patamar registrado antes da pandemia do novo coronavírus, conforme destacou o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

A Firjan ponderou que houve redução no ritmo de queda da economia fluminense na comparação interanual. No segundo trimestre, a retração do PIB do estado, em relação ao mesmo trimestre de 2019, havia sido de 9,9%.

“Mesmo com as festas de fim de ano, que favorecem as vendas do comércio, esperamos que os resultados do quarto trimestre não apresentem grandes mudanças que possam reverter o quadro de retração da atividade econômica que marcou o ano de 2020”, destacou a federação.
Já nos outros dois grandes setores econômicos tiveram queda na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Tanto os serviços quanto a agropecuária tiveram retração de 4,9% no período.

Segundo a Firjan, o setor de serviços, que representa cerca de ¾ de toda a economia nacional, segue prejudicado no Rio de Janeiro pelos efeitos negativos da pandemia sobre o mercado de trabalho e renda da população.

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