247 – O candidato do PSDB à presidência da República, João Doria, pretende apresentar um programa ultraliberal na disputa presidencial de 2022, com a privatização do Banco do Brasil e a venda por partes de ativos da Petrobrás.
Quanto a isto, Doria e Bolsonaro ainda nao se tornaram adversários. O presidente e seu ministro Paulo Guedes defendem a privatização do Banco do Brasil e estão fatiando a Petrobrás, se desfazendo de seus ativos, como as refinarias.
– Nossa visão é que não há necessidade de termos duas instituições financeiras públicas e que há margem para termos ganhos de eficiência preservando as diversas atividades desempenhadas pelos dois bancos, mas com uma estrutura mais eficiente – afirmaram, em nota enviada ao Estadão, os economistas de Doria, Henrique Meirelles, Ana Carla Abrão, Zeina Latif e a advogada Vanessa Rahal Canado.
Doria também disse em entrevista à Bandeirantes que “o Banco do Brasil será privatizado”. Na visão do pré-candidato, a Caixa, que hoje é responsável pelo financiamento habitacional e por programas sociais, pode, por exemplo, acumular funções que são do BB, como o “crédito rural”.
– A Caixa Econômica Federal pode cumprir o papel institucional para a área de habitação, para o agronegócio, para o empréstimo para o micro e pequeno empreendedor – disse o tucano.
Sobre a Petrobrás, ele sugeriu o fatiamento, a venda de ativos e a criação de um fundo regulador que balize o preço do combustível.
– Haverá uma modelagem bem feita e profunda para garantir que a Petrobras possa cumprir um novo papel em sua história nas mãos da economia privada. Ela não terá o mesmo tamanho que tem hoje. Será fatiada. As empresas que vencerem o leilão terão que mensalmente aportar recursos a um fundo de compensação que será um colchão a cada vez que tivermos aumentos mais expressivos no barril de petróleo no plano internacional – afirmou.






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