Donald Trump está sob investigação por violar Lei de Espionagem; FBI encontra documentos ultrassecretos em sua mansão

O mandado de busca da operação do FBI na casa de Donald Trump indica que o ex-presidente está sob investigação criminal por possíveis violações de uma lei que trata das informações de Inteligência — conhecida como Lei de Espionagem —, de uma que trata da destruição de documentos federais, e de uma terceira que se…

O mandado de busca da operação do FBI na casa de Donald Trump indica que o ex-presidente está sob investigação criminal por possíveis violações de uma lei que trata das informações de Inteligência — conhecida como Lei de Espionagem —, de uma que trata da destruição de documentos federais, e de uma terceira que se refere à ocultação, remoção e danificação de documentos federais.

Às 16h de Brasília, a equipe jurídica de Trump concordou com a liberação do mandado que autorizou a operação em sua casa, e o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul da Flórida, que supervisiona o caso, o divulgou cerca de uma hora depois. O procurador-geral Merrick Garland disse ontem que o Departamento de Justiça iria liberar os documentos que permitiram a busca.

O documento mostra que o FBI buscava evidências de um manuseio incorreto de documentos classificados por Trump, equivalente a uma violação dos três estatutos criminais acima citados.

A Lei de Espionagem proíbe a retenção não autorizada de informações de segurança nacional que possam prejudicar os Estados Unidos ou ajudar um adversário estrangeiro. A lei de obstrução considera crime destruir ou ocultar um documento para obstruir uma investigação governamental, e a terceira está associada à remoção ilegal de materiais governamentais.

Junto do mandado, foi divulgado também um recibo descrevendo os itens apreendidos na casa. A lista mostra que os agentes do FBI encontraram documentos classificados como da mais alta confidencialidade, o que parece confirmar que o ex-presidente guardava documentos em sua residência particular que exigem tratamento especial, só podendo ser acessados em instalações autorizadas, e um processo formal do governo antes de terem seu sigilo suspenso.

A lista mostra que agentes federais levaram 20 caixas de Mar-a-Lago, pastas com fotos e um bilhete manuscrito. Também havia informações sobre “o presidente da França”.

O que mais chama a atenção entre os documentos da casa levados são 11 conjuntos de documentos confidenciais, marcados para estarem disponíveis apenas em instalações governamentais seguras, de acordo com uma norma chamada de Programa de Acesso Especial (SAP, na sigla em inglês).

Um dos conjuntos de documentos está classificado como “top secret/sensitive”; outros quatro conjuntos são de documentos considerados “top secret”; há três conjuntos de documentos secretos e os demais são confidenciais. A lista não oferece detalhes de quais assuntos esses documentos classificados tratavam.

Na quinta-feira à tarde, o Washington Post noticiou que agentes do FBI foram fazer buscas em Mar-a-Lago em busca de documentos secretos sobre armas nucleares que o ex-presidente levou para lá e não devolveu depois de receber pedidos para fazê-lo.

Antes da divulgação, Trump se manifestou a favor de sua divulgação. “Libere os documentos agora!”, disse em um comunicado, dando a entender que a iniciativa fora sua.

O ex-presidente disse nesta sexta-feira que “a questão das armas nucleares é uma farsa, assim como [o tema] Rússia, Rússia, Rússia foi uma farsa, os dois impeachments foram uma farsa, a investigação de Mueller [sobre a interferência russa nas eleições de 2016] foi uma farsa e muito mais. As mesmas pessoas desprezíveis envolvidas”.

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