A empresa Allos, proprietária dos Shoppings Leblon e Tijuca, está em negociações para adquirir o controle do Shopping RioSul, localizado em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As conversas visam à aquisição da participação de 54% do controle em parceria com investidores. O valor estimado está entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, conforme informado pela própria Allos.
Embora ainda não haja um acordo vinculante, fontes indicam a participação de fundos imobiliários do BTG Pactual, Capitânia, XP e Vinci Partners nas negociações, com a intenção de concluir o negócio nos próximos três meses.
Atualmente, a Brookfield, empresa canadense, detém 54% do RioSul, enquanto os 46% restantes pertencem à Combrashop Shopping Centers. Este shopping, um dos mais conhecidos do Rio de Janeiro, abriga cerca de 400 lojas e registra fluxo mensal de aproximadamente 1,5 milhão de consumidores.
Em comunicado, a Allos confirmou as tratativas para a possível aquisição da participação no Shopping RioSul, em conjunto com um grupo de investidores financeiros.
Para o engenheiro e professor Antônio César Carvalho, sócio-diretor da ACOMP Consultoria e Treinamento especializada em shoppings centers, a estratégia da Allos parece ser fortalecer sua presença na Zona Sul do Rio, considerando sua atuação diversificada na cidade. Ele avalia que o valor do negócio deve ultrapassar R$ 1 bilhão e que a participação de um grupo de investidores financeiros pode ser necessária para o controle do empreendimento.
Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da consultoria Gouvêa Malls, empresa da Gouvêa Ecosystem, destaca que a Allos está em um processo de otimização de seu portfólio, buscando negociar ativos menos rentáveis e concentrar-se em empreendimentos que possam gerar melhores resultados. Ele ressalta que a entrada do RioSul no portfólio da Allos amplia sua base de clientes e a oferta de espaços para os varejistas e anunciantes externos, fortalecendo sua estratégia de mídia varejista.
Marinho ainda enfatiza que a aquisição do RioSul pela Allos dificilmente encontrará oposição por parte do Cade, visto que não configura um monopólio ou poder excessivo sobre o mercado. Ele destaca a importância dessa aquisição para a Allos, pois amplia sua capacidade de atrair anunciantes e negociar a entrada de lojistas em seus shoppings.
Com informações de O Globo.





