Dólar recua a R$ 6,06 com intervenção do BC, mas acumula alta no ano

Movimento de contenção da moeda incluiu leilões de US$ 15 bilhões em dois dias, em meio a saídas extraordinárias de capital

O dólar encerrou esta sexta-feira (20) com queda de 0,94%, cotado a R$ 6,06, em um movimento marcado por leilões de US$ 7 bilhões promovidos pelo Banco Central (BC). Apesar do recuo diário, a moeda norte-americana registrou ganhos de 0,49% na semana, alta de 1,06% no mês e expressivo avanço de 24,97% em 2024.

A desvalorização do real vinha pressionando o dólar, que chegou a R$ 6,30 na quinta-feira. Para conter a valorização da moeda americana, o BC realizou leilões de US$ 8 bilhões naquele dia e mais US$ 7 bilhões nesta sexta, divididos entre operações à vista e compromissadas, nas quais o valor retorna ao caixa da instituição. Na mínima desta sexta, o dólar chegou a R$ 6,05.

Segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto, houve uma saída extraordinária de recursos do país no final do ano, motivando a intervenção. Apesar disso, Gabriel Galípolo, futuro chefe da autoridade monetária, descartou a possibilidade de um ataque especulativo contra o real.

O mercado permanece atento ao pacote de cortes de gastos do governo federal, cuja tramitação no Congresso é observada de perto pelos investidores. Há preocupação com possíveis insuficiências nas medidas para equilibrar as contas públicas, especialmente após alterações que reduziram o impacto esperado nas despesas.

Enquanto o dólar oscilava, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, apresentou variações entre altas e baixas ao longo do dia, refletindo o clima de incerteza.

Com informações do g1

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