Dois policiais da Core foram baleados num intervalo de dez dias; Rio teve 37 agentes de segurança feridos desde o início do ano

Dados são do Instituto Fogo Cruzado

A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) teve dois policiais baleados num intervalo de dez dias. O último caso foi neste domingo, quando João Pedro Marquini, de 38 anos, foi morto na Serra da Grota Funda, na Zona Oeste do Rio, após se deparar com um “bonde” de bandidos. A juíza Tula Correa de Mello, com quem era casado, seguia em outro carro e não se feriu. No dia 20 deste mês, o copiloto Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, levou um tiro na cabeça quando sobrevoava a Vila Aliança, também na Zona Oeste, num helicóptero da Core, em apoio a uma ação na comunidade. Ele segue internado no Hospital São Lucas, unidade particular em Copacabana, na Zona Sul.

De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, ao menos 37 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro nos primeiros três meses de 2025. Dessas vítimas, 22 agentes morreram e 15 ficaram feridos. Em média, 12 agentes de segurança foram baleados por mês, três por semana, afirma o Fogo Cruzado. De acordo com o instituto, Marquini foi o oitavo policial civil baleado este ano.

Veja números abaixo:

  • Polícia Militar: 25 baleados – 15 mortos e 10 feridos
  • Polícia Civil: 8 baleados – 4 mortos e 4 feridos
  • Exército: 1 morto
  • Guarda Municipal: 1 ferido
  • Marinha: 1 morto
  • Órgão Socioeducativo: 1 morto

“Bonde”

Marquini dirigia um Sandero prata enquanto Tula seguia num Outlander preto blindado. O casal estava em veículos separados pois haviam ido juntos à casa da mãe do policial, em Campo Grande, na Zona Oeste, para pegar o Sandero, que passou por uma manutenção. O agente, então, deixou o local na direção desse carro.

Quando passavam pela Serra da Grota Funda, Tula e o marido se depararam com um Tiggo preto bloqueando a rua. Perto dele, estavam três bandidos armados que anunciaram um assalto. O carro da juíza foi atingido por quatro tiros, mas a blindagem conteve as balas.

De acordo com a investigação preliminar, Marquini avisou Tula sobre os bandidos na rua e disse para que ela deixasse o local. O policial ligou para um colega de trabalho e estava na linha com ele quando foi atingido. O agente não teria atirado.

Os bandidos fugiram no Tiggo. O carro foi localizado na comunidade Cesar Maia, onde a Core fez uma operação após a morte do policial.

Todos os carros envolvidos na ação foram levados para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para passar por uma perícia.

Com informações do Extra.

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