O livro “O Avesso da Pele” voltou a virar palco de polêmica na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta terça-feira (19/03), e deixou literalmente os nervos à flor da pele no plenário.
Presidente da Comissão de Educação, Alan Lopes (PL) usou a tribuna para rebater as críticas que recebeu na semana passada de Flávio Serafini (Psol), que o acusou de fazer censura prévia da obra.
Na contra-argumentação, o psolista o chamou de “cachorrinho da secretária” e disse que Lopes se esconderia atrás dos colegas deputados, numa referência a Filippe Poubel (PL) e Rodrigo Amorim (PTB).
Poubel não gostou do que ouviu e partiu para ofensa pessoal. Por pouco não saiu no tapa com Serafini. Os seguranças tiveram que entrar em cena e a turma do deixa disso acabou apaziguando a situação por algum tempo.
O clima voltou a ficar quente no expediente final, quando Lopes leu um trecho da obra e chamou o deputado de “canalha”. Coube a deputada Martha Rocha (PDT), que presidia a sessão, conter os ânimos.
Lopes chegou a enviar um ofício à secretária estadual de Educação, Roberta de Oliveira, em que solicita o recolhimento dos exemplares do livro, incluído no Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD) durante o Governo Bolsonaro.
No documento, diz que a medida seria para “que o material seja melhor analisado, para determinar se ele é adequado e contribui efetivamente para o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes e atende à proposta pedagógica do currículo estadual”. Serafini já havia se posicionado contra a medida porque os membros da comissão não teriam lido o livro.
A partir daí, começou uma chuva de críticas e ofensas a Serafini, alimentadas por Lopes, Poubel e Amorim. O deputado de oposição também usou a tribuna para se defender. Diante da confusão interminável, Martha Rocha encerrou a sessão.
A Secretaria de Estado de Educação já havia informa que o livro está disponível nas escolas estaduais, mas que foi enviado diretamente pelo Ministério da Educação, via PNLD, não tendo a pasta qualquer ingerência sobre escolha, aquisição e distribuição dos exemplares.
O órgão disse ainda que vai aguardar as deliberações da Comissão de Educação para verificar as medidas administrativas a serem adotadas.
Em relação aos livros que a secretaria tem ingerência, esclareceu que a escolha é feita com base em critérios técnicos, além de ouvir a comunidade escolar e os próprios estudantes.
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