Diretor da PF diz que decisão do TCU sobre joias não interfere nas investigações criminais

Rodrigues frisou que a análise da existência de crime não depende das deliberações do tribunal, mas da justiça criminal

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à CNN que as decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) não influenciam necessariamente as investigações conduzidas pela PF.

Na quarta-feira (7), o TCU decidiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode manter um relógio de ouro recebido da Cartier em 2005, durante seu primeiro mandato. Essa decisão poderia, em teoria, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se as joias que ele recebeu forem consideradas itens de uso pessoal.

Rodrigues, no entanto, enfatizou que a análise da existência de crime não depende das deliberações do TCU, mas sim do sistema de justiça criminal. “A análise da existência de crime independe do posicionamento do Tribunal de Contas, cabendo ao sistema de justiça criminal a apreciação das condutas e suas circunstâncias para então concluir pela ocorrência ou não de crime”, disse.

Ele também destacou que a investigação envolvendo as joias recebidas por Bolsonaro é de responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação vai além da simples questão administrativa, abrangendo possíveis omissões de dados, ocultação de bens e advocacia administrativa.

A decisão do TCU, que permitiu a Lula manter o relógio, baseou-se na falta de uma lei clara sobre o destino de presentes de alto valor recebidos por chefes de Estados.

Com informações da CNN

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